Cotidiano

Regiane de Paula: '1,3 milhão de pessoas não voltaram para tomar a 2ª dose'

Da Redação ·

A parcela de adolescentes e adultos jovens que não voltaram aos postos para receber a segunda dose é a principal preocupação da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP), afirma Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI). Em entrevista ao Estadão, Regiane destaca a importância de sensibilizar os faltosos e explicou o intervalo de 28 dias entre as doses pediátricas de Coronavac.

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Qual é a dificuldade observada neste momento?

O que nos preocupa é a população que não completou o esquema vacinal. É muito importante alertar essas pessoas. A principal preocupação são os adolescentes e os adultos jovens (de 12 a 29 anos). Cerca de 1,3 milhão de pessoas não voltaram para tomar a segunda dose e completar esquema vacinal. Isso precisa acontecer. É preciso sensibilizar esse público. É só chegar no posto que a vacina vai para o braço.

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A capital passou a recomendar oficialmente 28 dias entre as duas doses da vacina Coronavac? E o Estado?

O documento técnico sobre a vacinação que começou na quinta já havia saído. Fizemos uma retificação para recomendar o intervalo de 28 dias entre as duas doses e enviamos a todos os municípios e ao Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems/SP) na noite de segunda. Seguimos a nota que o Instituto Butantan divulgou no mesmo dia e a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os municípios são obrigados a seguir a orientação?

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O Programa Estadual de Imunização trabalha com aquilo que o produtor e a bula dizem. O Butantan informa que o intervalo deve ser de 28 dias. Vamos seguir essa recomendação. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), cada gestor pode assumir aquilo que é de sua competência. A orientação do Estado é seguir o que determina a bula do fabricante da vacina e a Anvisa.

Por que alguns postos adotaram intervalo menor?

Eles não chegaram a vacinar. Apenas informaram que a segunda dose seria em um intervalo menor. A informação foi chegando, a bula foi chegando, a aprovação da Anvisa, o documento técnico e ninguém se atentou para isso por causa do que já estava nos outros documentos técnicos. Agora o documento técnico deixa claro que a vacina na população de 6 a 11 anos deve ser aplicada com um intervalo de 28 dias. Foi só uma confusão. Nada que tenha gerado problemas. Nenhuma criança teve problema.

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As famílias podem ficar tranquilas?

Sim. Os profissionais de saúde foram orientados a seguir o intervalo de 28 dias entre as doses. As famílias podem ficar tranquilas porque a vacina está disponível.

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No caso da vacina da Pfizer, o intervalo continua a ser de 56 dias?

Correto. Nesse caso, não é nem uma questão de bula da Anvisa. É uma questão do Ministério da Saúde. As crianças imunossuprimidas, pacientes em hemodiálise, em quimioterapia e que tenham outras questões relacionadas a isso devem tomar a da Pfizer.

Qual é o balanço da vacinação nos últimos dias?

Neste momento, 419.231 doses foram aplicadas na população infantil, o que corresponde a 10,46% da população entre 5 e 11 anos no Estado.

A procura dos pais pela vacina para os filhos está dentro do esperado?

Sim, estamos muito felizes com a aceitação e a procura dos pais pela vacina.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.