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Quem é Diego Dirísio, suspeito de armar facções brasileiras como PCC e Comando Vermelho?

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 5, uma megaoperação, batizada Dakovo, contra um esquema "complexo e multimilionário" que teria as principais organizações criminosas do Brasil - Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (

Redação (via Agência Estado)

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Escrito por Redação (via Agência Estado)
Publicado em 05.12.2023, 18:41:00 Editado em 05.12.2023, 20:08:36
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 5, uma megaoperação, batizada Dakovo, contra um esquema "complexo e multimilionário" que teria as principais organizações criminosas do Brasil - Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) - como destino final em uma rota de tráfico internacional de armas. Como mostrou o Estadão, o grupo sob suspeita teria movimentado, em três anos, cerca de R$ 1,2 bilhão. Foram comercializadas nesse período aproximadamente 43 mil armas, entre pistolas e fuzis. - Os investigadores já prenderam 19 alvos, mas há ainda um importante foragido: o argentino Diego Hernan Dirísio, apontado como o dono da empresa que teria importando as armas ao longo dos últimos anos. Conforme a PF, elas foram adquiridas em pelo menos quatro países europeus: Turquia, Eslovênia, República Tcheca e Croácia. - O dono da importadora de armas baseada em Assunção, no Paraguai, era responsável pela coordenação das operações de compra e venda de armas, ainda segundo a corporação. O inquérito indica que ele fazia as tratativas ciente de que os armamentos estavam sendo destinados ao crime organizado, abastecendo as principais facções brasileiras. A Polícia Federal aponta dois eixos financeiros ligados à organização: um deles usado pelas facções criminosas para pagar armas ilegais sob encomenda e outro que envolvia o repasse de valores aos fabricantes, feito pela empresa importadora comandada por Hernan Dirísio. Os investigadores narram que a companhia baseada em Assunção usava um sistema de lavagem de dinheiro centralizado em Miami: o dinheiro era transferido para empresas de fachada nos Estados Unidos. Depois, uma outra companhia fictícia fazia os repasses para os fabricantes na Europa.

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Importação de armas ocorre há mais de uma década, diz PF

A PF ressaltou que a empresa no centro do esquema de tráfico importa armas há mais de uma década. Inicialmente, seus fornecedores ficavam baseados nos Estados Unidos, mas os fabricantes americanos suspenderam as vendas após identificarem que a empresa de Hernan desviava os armamentos para o crime organizado. Em razão do bloqueio, o argentino recorreu a fornecedores na Europa, a começar por fabricantes da Croácia. Os investigadores revelam que, após a quadrilha entrar na mira da PF, os fornecedores croatas também suspenderam as vendas. A medida fez a organização buscar armamentos em outros mercados europeus, baseados na Turquia, República Tcheca e Eslovênia. Conforme o Ministério Público Federal (MPF), a estimativa é que, desde o início das investigações, a empresa investigada importou cerca de 43 mil armas para o Paraguai, movimentando cerca de R$ 1,2 bilhão em um período de três anos. No Brasil, foram realizadas 67 apreensões nesse período, que totalizam 659 armas apreendidas no território brasileiro. Elas ocorreram em dez Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Ceará. Diego Hernan Dirísio é alvo de um mandado de prisão preventiva com fins de extradição. Ele é suspeito de coordenar 30 operações de tráfico internacional de armas, além de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os agentes da Polícia Federal seguem buscando por ele no Paraguai. A reportagem do

Estadão

não conseguiu localizar a defesa de Diego Hernan Dirísio. O espaço segue aberto para manifestação.

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