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Quem é a mulher de policial civil de SP presa acusada de lavar dinheiro do PCC

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A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira, 4, a mulher de um policial civil investigada por supostamente lavar dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Danielle Bezerra dos Santos é mulher do policial civil Rogério de Almeida Felício, o "Rogerinho", citado na investigação que apura a participação de policiais em atividades ilícitas atribuídas ao empresário Vinícius Gritzbach. Ele é apontado como delator do PCC e de policiais corruptos.

A prisão foi confirmada pela Polícia Federal ao Ministério Público de São Paulo. O processo tramita em segredo de Justiça. A reportagem não conseguiu contato com as defesas de Danielle e Rogerinho.

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Danielle estava foragida desde o dia 28 de fevereiro. Devido ao sigilo, a PF não revelou detalhes da prisão. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a prisão alegando que Danielle atuava "no contexto das atividades ilícitas da organização (PCC) para lavagem de capitais do produto em proveito do crime de tráfico de drogas e outros crimes correlatos praticados por seus integrantes".

Segundo a apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP de São Paulo, ela teria atuado para ocultar provas e objetos dos crimes em que seu companheiro - também denunciado pelo MP - estaria envolvido. Áudios obtidos pela investigação apontam que a mulher tinha conhecimento das atividades criminosas do marido e agia em cumplicidade com ele.

A investigação apurou que Danielle ajudava o marido a administrar contas abertas em nome de empresas laranjas para ocultar dinheiro ilícito.

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Antes de se casar com Rogerinho, a mulher manteve relacionamentos com dois integrantes da cúpula do PCC, ambos já mortos. De um deles, Felipe Geremias dos Santos, o Alemão, responsável por operações da facção na Grande São Paulo, ela ficou viúva em 2019.

A investigada se relacionou também com Janeferson Mariano Gomes, o Nefo, apontado como autor de um suposto plano para sequestrar o senador Sérgio Moro (União). Nefo foi assassinado em junho de 2024 no interior da Penitenciária de Presidente Venceslau (SP).

Nos áudios e nas mensagens por grupos de WhatsApp que instruem a investigação, Danielle conversa também com amigos sobre as práticas do marido, que se valia da condição de policial civil para extorquir dinheiro de supostos criminosos.

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Em um dos áudios, o policial conta à mulher que usaria uma viatura policial descaracterizada para fazer uma dessas cobranças. Nesse caso, o dinheiro era devido a Nefo. Nas conversas, Danielle sugere ser "herdeira" do dinheiro do PCC.

As mensagens e outros indícios apurados pela investigação da Polícia Federal levaram o MP a pedir a prisão preventiva da investigada.

A investigação é a mesma que apura o esquema de corrupção que resultou na morte de Vinícius Gritzbach. O delator foi vítima de uma emboscada, com a participação de policiais militares, no Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024. Rogerinho, no entanto, não foi preso por suspeita de envolvimento na execução de Gritzbach, mas por outros supostos crimes praticados anteriormente.

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Dados da Receita Federal apontam o policial Rogério Felício como dono de empresas como uma consultoria em segurança, uma construtora e uma administradora de bens próprios, todas com sede em Praia Grande, na Baixada Santista. Em redes sociais, ele ostentava relógios de luxo e viagens com a mulher. Danielle não é listada como sócia das empresas.

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