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    Presidente entra com ação no STF contra lockdown em estados

    A ação pede a suspensão de decretos de três estados: Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Norte

    Presidente entra com ação no STF contra lockdown em estados
    Foto por Reprodução
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 27.05.2021, 21:14:23 Editado em 27.05.2021, 21:14:28
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    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou nesta quinta-feira (27), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu que sejam declaradas inconstitucionais as novas medidas de governadores e prefeitos para conter o avanço da Covid-19, como “lockdown” e toque de recolher.

    A ação pede a suspensão de decretos de três estados: Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Norte. 

    Bolsonaro, através da Advocacia-Geral da União (AGU), questionou se estão de acordo com a Constituição as normas adotadas por esses governos para restringir a circulação de pessoas, como forma de evitar a circulação do coronavírus, que transmite a doença.

    "É notório o prejuízo que será gerado para a subsistência econômica e para a liberdade de locomoção das pessoas com a continuidade dos decretos de toque de recolher e de fechamento dos serviços não essenciais impostos em diversos locais do país. Há prejuízos devastadores de toda ordem, com afetação de empregos, de empresas, da segurança doméstica, do desenvolvimento cognitivo das crianças, da saúde emocional das pessoas etc", diz o texto da AGU.

    Segundo argumentou a AGU, "à medida em que os grupos prioritários e a população em geral vai sendo imunizada, mais excessiva (e desproporcional) se torna a imposição de medidas extremas, que sacrificam direitos e liberdades fundamentais da população".

    Em nota, a AGU afirma que a ação "não questiona decisões anteriores do STF, que reconheceram a competência dos entes subnacionais na adoção de medidas de enfrentamento da pandemia".

    Mas considera que algumas dessas medidas "não se compatibilizam com preceitos constitucionais inafastáveis, como a necessidade de supervisão parlamentar, a impossibilidade de supressão de outros direitos fundamentais igualmente protegidos pela Constituição e a demonstração concreta e motivada de que tais medidas atendem ao princípio da proporcionalidade".

    No ano passado, decisões do plenário do Supremo Tribunal Federal garantiram a estados e municípios autonomia para tomar providências de forma a evitar a propagação da Covid-19.

    Entretanto, os ministros não proibiram o governo federal — ao contrário do que costuma afirmar Bolsonaro — de também atuar para combater a doença.


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