Cotidiano

Polícia identifica mais 5 suspeitos de ocultar corpos de Dom e Bruno

Três pessoas já estão presas pelos assassinatos e segundo a polícia, não há mandante

Da Redação ·
Receba notícias no seu WhatsApp!
Participe dos grupos do TNOnline
corpos do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira chegaram a Brasília na noite de quinta-feira (16)
fonte: Agência Brasil
corpos do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira chegaram a Brasília na noite de quinta-feira (16)

A investigação dos assassinatos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Philips, cujos corpos foram localizado no Vale do Javari, no Amazonas, ganharam novos contornos. Na tarde deste domingo (19), a Polícia Federal informou que mais cinco suspeitos de participação na ocultação dos cadáveres foram identificados. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

continua após publicidade

Três pessoas já estão presas pelos assassinatos: os irmãos Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, que confessou o crime, e Oseney da Costa de Oliveira, ou Dos Santos além de Jeferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha, que se entregou à polícia no sábado (18/6). Jeferson Lima teve prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça.

Na sexta-feira (17), a Polícia Federal informou que as investigações sobre a morte do jornalista e do indigenista levantaram indicativos da participação de mais pessoas nos assassinatos.

continua após publicidade

Entretanto, a corporação afirma que “os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.

No sábado (18), a polícia emitiu nota informando sobre o resultado da perícia nos corpos. Conforme a PF, Bruno foi morto com dois tiros na região abdominal e torácica e um na cabeça. Dom Phillips levou um tiro no abdômen/tórax. A munição usada no assassinato foi típica de caça.

CRIME POLÍTICO

continua após publicidade

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que ajudou nas buscas por Bruno e Dom, definiu o assassinato da dupla como "crime político", uma vez que ambos era defensores dos Direitos Humanos e estavam desempenhando atividades de em benefício de povos indígenas do Vale do Javari quando desapareceram. "O que acontecerá conosco? Continuaremos vivendo sob ameaças? Precisamos aprofundar e ampliar a investigação. Precisamos de fiscalização territorial efetiva no interior da Terra Indígena Vale do Javari. Precisamos que as Bases de Proteção Etnoambiental (BAPEs) da Funai sejam fortalecidas", disse.

A Greenpeace Brasil e Greenpeace Reino Unido afirmou em nota que as mortes de Bruno e Dom "não se tratam de fatalidades mas, sim, de um projeto criminoso do governo Bolsonaro", que, segundo o grupo, abre alas para que atividades predatórias e crimes se reproduzam e transformem a Amazônia em domínio particular do crime organizado. "Quando quem busca advogar por um mundo mais verde, justo e pacífico tem sua vida colocada à prova, não restam dúvidas de que a nossa jovem democracia está em risco e se equilibra em uma corda bamba", disse.

GoogleNews

Siga o TNOnline no Google News