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    Pfizer não vai submeter pedido para uso emergencial de sua vacina no Brasil

    Pfizer não vai submeter pedido para uso emergencial de sua vacina no Brasil
    Foto por Divulgação
    Escrito por Estadão Conteúdo
    Publicado em 29.12.2020, 12:40:00 Editado em 29.12.2020, 14:50:00
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    A farmacêutica Pfizer afirmou na segunda-feira, 28, que não pretende submeter sua vacina contra o coronavírus para avaliação de uso emergencial no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em nota, a empresa afirma que o imunizante desenvolvido em parceria com a BioNTech será apresentado em "processo de submissão contínua", o que acredita ser "o mais célere neste momento".

    A Pfizer alega que a solicitação da Anvisa para analisar em caráter emergencial os dados específicos sobre os testes realizados em 3 mil voluntários brasileiros "demanda tempo e avaliações estatísticas específicas". "Outras agências regulatórias que possuem o processo de uso emergencial analisam os dados dos estudos em sua totalidade, sem pedir um recorte para avaliação de populações específicas", diz a nota.

    A empresa ainda afirma que se reuniu no último dia 14 com a Anvisa para entender o processo de submissão da vacina para uso emergencial e esclarece que o quantitativo de doses e o cronograma exigidos pela agência brasileira só podem ser definidos "na celebração do contrato definitivo". "As condições estabelecidas pela agência requerem análises específicas para o Brasil, o que leva mais tempo de preparação."

    Com previsão de entregar ao longo do próximo ano 210,4 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pretende submeter seus resultados para avaliação da Anvisa ainda na próxima semana. O laboratório também já descartou a tentativa de pedir o uso emergencial do imunizante - que só permite a aplicação em pequenos grupos, como profissionais da saúde - e tentará o registro definitivo, que pode ser analisado em até 60 dias, no máximo, pela agência brasileira.

    Já a estratégia do Instituto Butantã para a vacina desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac prevê o pedido dos dois registros junto à Anvisa: o emergencial e o definitivo. "Atingimos o limiar da eficácia, que permite o processo de solicitação de uso emergencial, seja aqui no Brasil ou na China", afirmou Dimas Covas, diretor do instituto, no último dia 23.

    Eficácia de 95%

    A Pfizer ainda segue em negociações com o governo brasileiro para a distribuição da vacina no País e já submeteu os resultados dos estudos da fase 3 de testes que, de acordo com a empresa, mostraram eficácia de 95% do imunizante contra o coronavírus.

    No último dia 10, o Ministério da Saúde afirmou que já há um acordo para a aquisição de 70 milhões de doses pela farmacêutica para o próximo ano.

    Na segunda-feira, 28, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o interesse na vacina deveria partir dos laboratórios porque o País tem um "mercado consumidor enorme". No mesmo dia, a Anvisa concedeu o Certificado de Boas Práticas de Fabricação para três das quatro empresas envolvidas no desenvolvimento do imunizante da Pfizer/BioNTech.

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