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Petrobras resgatou este ano 3.084 pinguins nas praias brasileiras

Petrobras resgatou este ano 3.084 pinguins nas praias brasileiras

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Petrobras resgatou este ano 3.084 pinguins nas praias brasileiras
fonte: (Divulgação/ Agência Brasil)
Petrobras resgatou este ano 3.084 pinguins nas praias brasileiras

O Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), criado pela Petrobras em 2009 para atendimento de condicionantes ambientais de atividades de exploração e produção marítima de petróleo e gás, do litoral do Ceará até Santa Catarina, resgatou no primeiro semestre deste ano, nas praias que se estendem da Região Sul até o Espírito Santo, 3.084 pinguins. O número inclui até a quinta-feira (9). Os dados são atualizados diariamente.

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O PMP é desenvolvido em dez estados, ao longo da costa brasileira, à exceção de Pernambuco e da Paraíba, onde a Petrobras não tem operações no mar, cobrindo extensão de mais de três mil quilômetros. O PMP é considerado o maior programa do mundo de monitoramento de praias.

De acordo com a gerente geral de Licenciamento Ambiental da Petrobras, Daniele Lomba, o principal objetivo do projeto é identificar “a correlação das nossas atividades com a fauna marinha, para verificar se há algum tipo de impacto”. 

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O projeto conta com várias instituições parceiras. São 42 bases de fauna e veterinárias ao longo da costa brasileira que apoiam o projeto. “Ele começou pelo Nordeste, depois veio para a Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro e, depois, para a Bacia de Santos, quando a companhia iniciou a exploração do pré-sal”, disse à Agência Brasil. 

Recorde

Para os primeiros seis meses do ano, é o maior número registrado de resgate de pinguins pelo projeto nos últimos anos. No mesmo período, foram encontrados 91 pinguins, em 2017; 55, em 2018; 88, em 2019. Em todo o ano passado, foram encontrados 4.141 pinguins.

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Daniele Lomba disse que as ocorrências de pinguins na costa brasileira são usuais no período do inverno, que se estende de 21 de junho a 22 de setembro. “Mas neste ano antecipou um pouquinho a chegada desses animais”. Os pesquisadores não sabem, ainda, o que originou esse aumento. A expectativa, entretanto, é que o número de pinguins vai crescer porque julho, agosto e setembro são os meses que apresentam anualmente maior número de ocorrências.

De acordo com informação da assessoria de imprensa da Petrobras, somente na primeira semana de julho foram registrados o aparecimento de 353 pinguins, sendo 176 no estado do Rio de Janeiro. Este ano, houve o registro de 1.342 pinguins em Santa Catarina; 1.267, em São Paulo; 305, no Rio de Janeiro; e 170, no Paraná.

Espécies

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De acordo com o projeto, os animais encontrados são da espécie pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), comum nas Ilhas Malvinas, Argentina e Chile, que, para fugir das temperaturas frias, migram para o litoral brasileiro durante o inverno.

Na avaliação do gerente executivo de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Mauricio Antonio Costa Diniz, o Projeto de Monitoramento de Praias desenvolve um papel fundamental, porque “contribui para a geração de conhecimento científico sobre a biodiversidade marinha e colabora com os órgãos ambientais na conservação e na gestão ambiental”.

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Animais

Daniele Lomba informou que, de maneira geral, os animais mais observados pelo programa no litoral do país são tartarugas, além de golfinhos, baleias e aves marinhas. “O programa monitora essas praias. É um monitoramento diário terrestre e também embarcado”. Quando são encontrados, os animais são resgatados pelas equipes e enviados para reabilitação nos centros veterinários, sendo posteriormente reintroduzidos no mar. Antes disso, porém, os animais recebem uma marcação, que permitirá o seu acompanhamento, caso reapareçam em outra região. Os pinguins, por exemplo, recebem 'chips'. No caso de carcaças, se essas estiverem em condições de serem analisadas, elas são recolhidas, acondicionadas e enviadas para análise em laboratórios, para ver se há uma correlação entre a morte do animal e alguma atividade humana.

Comunidades

O Projeto de Monitoramento das Praias trabalha em parceira com as comunidades locais. A recomendação feita para a população das diversas áreas de atuação do projeto é que, ao avistar baleias, lobos ou leões-marinhos, golfinhos, pinguins, aves e tartarugas marinhas nas praias, vivos ou mortos, acione o PMP da sua região. 

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