Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Pesquisadores descobrem 'barra de ferro' na Nebulosa do Anel

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Pesquisadores descobriram uma "barra de ferro" no interior da Nebulosa do Anel, uma enorme nuvem de gás e poeira localizada a 2 mil anos-luz da Terra, na constelação de Lira.

O estudo que levou à descoberta foi publicano na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS) na última sexta-feira, 16, e contou com a participação de mais de 20 cientistas, liderados pelo astrônomo Roger Wesson, da Universidade de Cardiff.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

As observações da Nebulosa do Anel foram feitas em maio e junho de 2023 com o Telescópio William Herschel (WHT), durante testes científicos da Unidade de Campo Integral Grande (LIFU) do WEAVE, o Explorador de Velocidade Radial de Área Ampliada (EARV) do WHT.

O corpo celeste foi descoberto em 1779, pelo astrônomo francês Charles Messier. Apesar de servir de referência para o estudo de nebulosas planetárias, a estrutura dela ainda guarda muitas perguntas sem resposta.

Na nova análise, os pesquisadores identificaram uma estrutura linear que atravessa a estrela central e que, atualmente, parece emitir apenas ferro fortemente ionizado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A detecção de uma 'barra' de emissão de ferro altamente ionizado introduz um componente estrutural até então desconhecido, com implicações para os mecanismos de excitação da nebulosa e, potencialmente, para a história da perda de massa da estrela progenitora", afirma o estudo.

A origem da "barra de ferro" ainda não está esclarecida. De acordo com o artigo, à primeira vista, a estrutura parecia um jato - fluxos estreitos de gás que se movem muito rapidamente e em uma direção bem definida e são comuns em muitas nebulosas planetárias. No entanto, ao analisar os dados cinemáticos - ou seja, o movimento do material, sua velocidade e direção -, os cientistas constataram que o comportamento não corresponde ao de um jato, sem chegar, por ora, a uma explicação alternativa para sua formação.

Para esclarecer as novas dúvidas sobre a Nebulosa do Anel, os pesquisadores pretendem realizar uma análise mais completa, que será apresentada em um novo artigo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa), a Nebulosa do Anel é composta pelos restos brilhantes de uma estrela semelhante ao Sol. O objeto está inclinado em direção à Terra, o que permite aos astrônomos observar o anel quase de frente.

"A maioria das estrelas semelhantes ao Sol se transforma em nebulosas planetárias no fim de suas vidas. Quando uma estrela consome todo o seu hidrogênio, o combustível nuclear que a faz brilhar, ela se expande até se tornar uma gigante vermelha. A estrela inchada então expele suas camadas externas, expondo seu núcleo quente. A radiação ultravioleta do núcleo ilumina o material descartado, fazendo-o brilhar", explica a Nasa.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline