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Pasta da Saúde demite diretor em meio à crise de hospitais federais e após reunião com Lula

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Horas após a reunião ministerial na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, pela situação precária dos hospitais federais do Rio, entre outros temas, a pasta anunciou na noite desta segunda-feira, 18, a exoneração (demissão) do diretor do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), Alexandre Telles. A função passará a ser acumulada pela superintendente do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, Maria Aparecida Braga.

No comunicado em que informa sobre a troca, o ministério afirma que "a mudança ocorre diante da necessidade de transformação na gestão do DGH". E completa: "Na última sexta-feira, foi criado um comitê gestor a fim de orientar e praticar atos de gestão relativos aos hospitais federais".

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A nota também se refere especificamente ao Estado do Rio de Janeiro, onde fica a maior parte da rede de hospitais federais. "O Ministério da Saúde reforça seu compromisso em estabelecer as ações necessárias e empenhar todos os esforços para a reconstrução e fortalecimento dos Hospitais Federais, para que toda a população do Rio de Janeiro tenha acesso à saúde pública de qualidade", diz o texto.

No domingo, 17, oFantástico, da TV Globo, exibiu reportagem mostrando a precariedade e os problemas de atendimento em seis hospitais federais do Rio, que foram alvo da intervenção do Ministério da Saúde na semana passada, com a criação de um comitê gestor que vai centralizar as compras dessas unidades.

Como mostrou a Coluna do Estadão, a decisão de centralizar os processos de compras das unidades federais do Rio deflagrou uma forte insatisfação no PT, que fez as indicações para os hospitais. Além disso, o Centrão tenta derrubar a ministra, devido à dificuldade no acesso a emendas da pasta.

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Ao discursar durante a reunião ministerial, nesta segunda-feira, ela chegou a se emocionar. A reunião ministerial desta segunda-feira aconteceu no Palácio do Planalto após pesquisas indicarem queda na aprovação do governo. Ministros foram proibidos de entrar com celulares.

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