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Papel é fazer diagnóstico da tragédia que foi governo Bolsonaro, diz Padilha

Integrante da área de Saúde no governo de transição, o ex-ministro da Pasta e deputado federal Alexandre Padilha evitou comentar sobre o rombo do orçamento para a Saúde no ano que vem e disse que a equipe da área se reunirá pela primeira vez no período da

Eduardo Rodrigues, Célia Froufe, Iander Porcella, Eduardo Gayer e Débora Álvares (via Agência Estado)

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Escrito por Eduardo Rodrigues, Célia Froufe, Iander Porcella, Eduardo Gayer e Débora Álvares (via Agência Estado)
Publicado em 10.11.2022, 12:23:00 Editado em 10.11.2022, 12:26:21
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Integrante da área de Saúde no governo de transição, o ex-ministro da Pasta e deputado federal Alexandre Padilha evitou comentar sobre o rombo do orçamento para a Saúde no ano que vem e disse que a equipe da área se reunirá pela primeira vez no período da tarde desta quinta-feira. "Como bom médico, primeiro eu tenho que fazer diagnostico. O papel da comissão de transição é se debruçar sobre o diagnóstico", disse.

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Ele informou que o grupo questionará o Ministério da Saúde sobre os dados, e que buscará os relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS) sobre o assunto. "Desde ontem eu, Humberto (Costa), (Arthur) Chioro e (José Gomes) Temporão recebemos documentos de entidades. Hoje, vamos ter primeira reunião à tarde. Vamos fazer um calendário de reunião de entidades, vamos receber especialistas", enumerou. "Nosso papel agora é fazer o melhor diagnóstico sobre a tragédia que foi o governo Bolsonaro e fazer sugestões de tratamento", continuou.

Segundo o parlamentar, o nome escolhido por Lula para comandar a Saúde poderá

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aproveitar o diagnostico do grupo para fazer a terapia. "Temos um paciente muito grave, que é a saúde pública do País, que está na UTI. Precisamos fazer um bom diagnóstico", disse.

Ele disse ainda esperar que o atual Ministério da Saúde colabore e que "a civilidade demonstrada ontem" entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Arthur Lira, que mesmo tendo feito campanha contra Lula, o recebeu de forma civilizada, assim como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e a do STF, Rosa Weber. "Esperamos do Ministério da Saúde uma postura civilizada de compromisso com a saúde pública."

Responsabilidade fiscal e responsabilidade social

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Alexandre Padilha afirmou também que a combinação de responsabilidade fiscal e responsabilidade social é a chave fundamental para que o Brasil possa se reerguer na economia sem a população mais pobre sofrer com o aumento da inflação. "Queremos que (o presidente eleito) Lula possa liderar o País para azeitar um ciclo de crescimento que combine três coisas que só aconteceram durante o governo de Lula: crescimento econômico, diminuição da desigualdade e saúde das contas públicas", citou.

Padilha avaliou que o grupo de economistas escolhidos para o governo de transição (Persio Arida, Guilherme Mello, Nelson Barbosa e André Lara Resende) é formado por profissionais que são "muito competentes e muito experientes". "Certamente vão ouvir outros economistas para fazer um diagnóstico detalhado. Na transição, minha dedicação, pelo menos até outra missão, é para fazer diagnóstico da área da saúde", disse ele, que segue um dos cotados para assumir o Ministério da Fazenda. Momentos antes, ele havia dito: "Onde Lula achar que devo estar, eu vou estar. Sou deputado federal eleito."

Questionado sobre como fazer convergir as áreas social e fiscal com um extra teto de mais de R$ 100 bilhões, o deputado disse que não tem acompanhado as discussões. "Tem grupo de economistas nessa transição que vai analisar. Confiamos muito nesse grupo, não só nos quatro (coordenadores), mas em outros que ainda possam mobilizar."

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