Cotidiano

Palácio do Imperador: Empresa não encontra madeira nobre original

José Maria Tomazela (via Agência Estado) ·
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Bruno Crespi, diretor da Concresp, empresa de Andradina responsável pela primeira fase das obras, entende que uma das dificuldades do trabalho está sendo encontrar a madeira usada originalmente na construção, o cumaru, originário da floresta amazônica. "É uma madeira nobre, de alta densidade, que não encontramos aqui na região. Estamos buscando fornecedores na capital", disse. As guarnições, portas e janelas também serão de madeira maciça.

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O telhado foi refeito integralmente, mas foi possível aproveitar parte do madeiramento original. As telhas são do tipo calha colonial. O restauro incluiu a colocação de manta térmica entre as telhas e o forro. As instalações hidráulica e elétrica ganharam dutos aparentes para evitar a intervenção necessária para embuti-las nas sólidas paredes de alvenaria. A pintura externa foi feita à cal, conforme o padrão da época, após a impermeabilização do reboco. A pintura interna e o acabamento ficarão para a próxima fase, que ainda depende da captação de recursos.

Já a terceira etapa prevê a construção de duas praças no entorno do palácio, ambas calçadas com blocos intertravados. As praças devem inserir o palácio no contexto urbano, incorporando o bosque já existente, com árvores antigas, incrementado com plantios recentes de ipês e sibipirunas.

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Após a conclusão da obra, a prefeitura pretende instalar no local a Secretaria Municipal de Turismo, além de uma biblioteca, com espaço para os estudantes realizarem pesquisas e estudos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.