Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Obra nos Lençóis Maranhenses é alvo de ação do MPF

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ministério Público Federal (MPF) propôs ação civil pública para o embargo imediato das obras de um empreendimento imobiliário de alto padrão. A alegação é de que colocaria em risco o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

O condomínio de luxo é o Terra Ville Residence, que teve as obras iniciadas no município de Santo Amaro, no Maranhão, a 200 metros de parte das dunas. O entendimento do MPF é de que teria invadido a zona de amortecimento da unidade de conservação. Entidades e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se opuseram à construção do empreendimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O projeto oferece 232 lotes de 300 m² a 523 m², com mais de 20 equipamentos de lazer, como salão de festas, piscinas e quadras de tênis e beach tênis, além de quiosques com churrasqueiras. As casas podem ter até dois pavimentos e áreas construídas entre 120 m² e 420 m². Há, ainda, a previsão de um heliponto e de portaria com controle de entrada.

Responsável pelo empreendimento, a CAT Construções Ltda nega irregularidades e diz ter todas as licenças ambientais. Também diz que, para não prejudicar consumidores e trabalhadores, busca entender as exigências do ICMBio e fazer mudanças no projeto. A ação, com pedido de liminar, é analisada pela Justiça Federal.

'Paraíso no paraíso'

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em suas redes sociais, a construtora apresenta o residencial como "o paraíso no paraíso". "Prepare-se para viver o sonho de ter um refúgio exclusivo nos Lençóis Maranhenses, com infraestrutura completa, lazer para toda a família e arquitetura integrada à natureza", diz, em vídeo. "Imagine acordar todos os dias com a vista deslumbrante dos Lençóis Maranhenses", acrescenta.

Em julho de 2024, o Parque dos Lençóis Maranhenses foi declarado patrimônio natural mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O reconhecimento é de incentivo à preservação cultural e natural de bens significativos à humanidade.

A ação foi proposta no final de outubro do ano passado contra o Estado do Maranhão, o município de Santo Amaro e a empresa CAT. Segundo o MPF, o plano de controle ambiental do loteamento apresentado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) omitiu que está inserido na zona de amortecimento da unidade de conservação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A zona de amortecimento é um anel de proteção da unidade. Nesse tipo de local, atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições para minimizar os impactos negativos ao parque. Além disso, o MPF aponta que o empreendimento foi licenciado pela Sema sem a necessária Autorização de Licenciamento Ambiental (ALA). Esse aval deveria ter sido pedido ao ICMBio, responsável pela área de conservação.

Ecossistema pode ser afetado

O MPF iniciou a apuração sobre as obras do condomínio a partir de denúncias encaminhadas pelo ICMBio e pelo Conselho Municipal de Turismo de Santo Amaro. Em nota técnica, o Instituto enfatiza que o empreendimento pode afetar diretamente o ecossistema e a integridade do parque.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outubro, o conselho enviou carta-denúncia à Unesco alertando que a pavimentação da via de acesso pode ampliar o impacto do turismo, causando drástico aumento na circulação de veículos na região das dunas. Segundo o presidente do conselho, Guilherme Cajueiro, a construção está em área de ligação com o povoado de Betânia. "É um território que deve ser preservado a todo custo devido à sua importância histórica", disse.

Além da suspensão da licença para a obra, incluindo o acesso, o MPF pede veto a qualquer construção no local. Requer ainda suspensão de atividades de comercialização e publicidade do condomínio, assim como pede que o empreendedor e a prefeitura informem sobre a existência da demanda judicial com placas no local.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline