Mulher descobre pornografia infantil em celular do namorado e o denuncia à polícia em SP
Investigação teve início após a companheira questionar o homem e ouvir que ele não pararia com a prática

Um homem foi preso temporariamente na sexta-feira (28), em São Paulo, suspeito de armazenar e compartilhar pornografia infantil. A investigação teve início após a namorada dele desconfiar de seu comportamento, acessar o celular do companheiro, encontrar os arquivos ilegais e denunciar o caso à Polícia Civil.
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O registro inicial da ocorrência foi feito na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. A mulher relatou às autoridades que mantinha um relacionamento com o investigado há cerca de sete meses. Segundo o depoimento, ao confrontar o parceiro sobre as imagens encontradas no aparelho, ele teria afirmado que não pretendia interromper o consumo do material.
A partir das evidências apresentadas pela denunciante, agentes da 7ª DDM de Itaquera, na zona leste da capital paulista, deram continuidade às apurações. O objetivo da equipe era verificar a participação do suspeito em grupos virtuais e identificar a conta utilizada por ele no aplicativo Telegram. Com o avanço do caso, a Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão para o celular do investigado.
Durante a análise do aparelho, os investigadores constataram que parte dos grupos e dos conteúdos havia sido apagada. Mesmo assim, a perícia localizou quase 100 arquivos, entre GIFs e figurinhas, com representações sexualizadas envolvendo bebês, crianças e adolescentes. De acordo com a polícia, parte do material era composta por desenhos e imagens manipuladas digitalmente, incluindo o uso de ferramentas de inteligência artificial.
O homem é investigado com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele deve responder pelos crimes previstos no artigo 241-A, que trata da divulgação e transmissão de pornografia infantil, e no artigo 241-B, que pune quem adquire, possui ou armazena esse tipo de conteúdo. Após a Polícia Civil representar pela prisão temporária e a Justiça autorizar a medida, o suspeito se apresentou às autoridades para o cumprimento do mandado.
