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MP vai pedir ao STF nova prisão de ex-diretor da Gaviões ligado ao PCC

Elvis foi condenado no Tribunal do Júri pelo assassinato de um policial penal em Presidente Bernardes, na Grande São Paulo

Rayssa Motta (via Agência Estado)

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Elvis Riola de Andrade, o "Cantor", é suspeito de envolvimento com o PCC
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Elvis Riola de Andrade, o "Cantor", é suspeito de envolvimento com o PCC
Escrito por Rayssa Motta (via Agência Estado)
Publicado em 12.01.2024, 19:32:00 Editado em 12.01.2024, 20:19:05
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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) já prepara o recurso que deve ser apresentado ao Supremo Tribunal Federal (ST) para tentar restabelecer a prisão do ex-diretor da escola de samba Gaviões da Fiel, Elvis Riola de Andrade, o "Cantor", suspeito de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Elvis foi condenado no Tribunal do Júri pelo assassinato de um policial penal em Presidente Bernardes, na Grande São Paulo, a mando da facção criminosa. Ele foi denunciado como autor dos disparos que mataram o agente em 2009. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação e aumentou a pena de 15 para 16 anos, em inicial regime fechado.

-LEIA MAIS: Homem é preso após fazer reféns e matar funcionária em shopping

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Foragido na Bolívia, onde morava com os filhos, o ex-diretor da Gaviões foi preso após autoridades estrangeiras e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) levantarem informações sobre seu paradeiro. As tratativas para a prisão começaram no ano passado.

Ao chegar em São Paulo na noite de quinta-feira, 11, no entanto, foi solto. Os investigadores não sabiam, mas ele tinha um habeas corpus que lhe dava o direito de aguardar o julgamento de recursos do caso em liberdade.

O habeas corpus preventivo foi concedido pela ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em dezembro, a pedido da defesa. O fundamento principal é que Elvis ficou onze anos preso preventivamente, entre 2010 e 2021, enquanto aguardava julgamento e que o período deveria ser considerado tanto para abater a sentença quanto para a progressão do regime de condenação.

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Os advogados também argumentaram que ele passou os últimos dois anos em um trabalho fixo e que já está reintegrado ao convívio social. A família tem uma lanchonete e um bar na Bolívia.

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, responsável pela investigação, vê risco de nova fuga até o STJ analisar se mantém ou não a decisão monocrática da ministra. O tribunal volta a operar em fevereiro, após o recesso.

Um primeiro recurso do Ministério Público de São Paulo foi negado no plantão. Ao Estadão, Gakiya confirmou que o MP vai apresentar novos pedidos ao próprio STJ e ao Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral de Justiça informou que está estuda "medidas cabíveis" sobre o caso.

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