Cotidiano

Mourão: "É óbvio que vai ter eleição. Quem vai proibir?"

O vice-presidente afirmou que mesmo que o voto impresso não seja aprovado, haverá eleições em 2022.

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Mourão: "É óbvio que vai ter eleição. Quem vai proibir?"
fonte: Guilherme Mazui/G1
Mourão: "É óbvio que vai ter eleição. Quem vai proibir?"

O vice-presidente Hamilton Mourão confirmou nesta quinta-feira (22) que haverá eleições no Brasil em 2022. Além de ter afirmado, que mesmo que o projeto de implementação do voto impresso não seja aprovado, projeto este defendido pelo presidente Bolsonaro, não há nada que impeça a realização das eleições.

continua após publicidade

Mourão deu a declaração em entrevista ao chegar ao Palácio do Planalto, no início da tarde.

Ele comentou reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", que relatou uma ameaça do ministro da Defesa, Braga Netto, ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Segundo o jornal, Braga Netto teria enviado a Lira o recado de que não haveria eleições no ano que vem se o voto impresso não fosse aprovado.

continua após publicidade

Braga Netto negou que tenha feito a ameaça. Ele disse ainda que "as Forças Armadas atuam sempre e sempre atuarão dentro dos limites previstos na Constituição".

Ao afirmar que vai ter a eleição no ano que vem, Mourão ainda questionou: "Quem vai proibir?"

“É lógico que vai ter eleição. Quem é que vai proibir eleição no Brasil? Por favor, gente, isso aí... Nós não somos república de banana”, disse o vice-presidente.

continua após publicidade

Voto impresso

O voto impresso é uma das principais causas atualmente defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestam o presidente e afirmam que o sistema eleitoral no país é seguro, moderno e auditável.

Bolsonaro reclama de possibilidade de fraude nas eleições, mas não apresenta provas.

continua após publicidade

Na comissão da Câmara que analisa um projeto para o voto impresso, a tendência é de derrota do texto. Partidos políticos se manifestaram conjuntamente contra a proposta.

Com informações; G1