Missionário norte-americano é preso no RS após espancar filho de três anos por não receber "bom dia"
Homem relatou à polícia que desferiu socos e bateu a cabeça do menino no chão. Criança está internada na UTI de hospital de Porto Alegre
Um missionário norte-americano de 33 anos teve a prisão preventiva decretada nesta segunda-feira (6) após confessar ter espancado o próprio filho, de apenas três anos, no município de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). Segundo a Polícia Civil, o homem justificou as graves agressões afirmando que a criança não lhe deu "bom dia". A vítima sofreu lesões severas e encontra-se internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na capital gaúcha.
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O crime ocorreu na manhã do último domingo (5), na residência da família, localizada na área rural de Águas Claras. De acordo com a Polícia Civil, o pai desferiu socos no peito e no abdômen do menino, além de ter batido a cabeça da criança contra o chão. A mãe estava em um cômodo diferente da casa e não presenciou a violência. Logo após as agressões, o homem entregou o filho ferido à esposa, e o casal levou o menino em busca de socorro no Hospital de Viamão.
O caso veio à tona após a equipe médica constatar a gravidade e a multiplicidade das lesões e acionar imediatamente a Polícia Militar, que prendeu o norte-americano em flagrante ainda dentro da unidade de saúde. Na audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, a Justiça decidiu pela conversão do flagrante em prisão preventiva. A Polícia Civil já adiantou que deverá indiciar o suspeito por tentativa de homicídio duplamente qualificado, considerando os agravantes de motivo fútil e de crime cometido contra menor de 14 anos.
As investigações agora se voltam para o histórico da família, que reside no Brasil há nove anos, mas está em Viamão há apenas seis meses. Em depoimento, a mãe confirmou que o marido já havia apresentado comportamento agressivo em outras ocasiões, levantando indícios de um contexto de violência familiar continuada. Diante dessa suspeita, a delegada solicitou medidas protetivas amparadas pela Lei Henry Borel para os outros filhos do casal e determinou que eles passem por perícia para verificar se também foram vítimas de maus-tratos.
A situação migratória do suspeito é regular, conforme confirmado pela Polícia Federal. As autoridades gaúchas trabalham agora em conjunto com polícias de outros estados para apurar se há registros anteriores de violência ou de atuação de Conselhos Tutelares envolvendo a família em outras regiões do país. A mãe segue acompanhando a criança internada no HPS.