Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Cotidiano
publicidade
COTIDIANO

Ministério da Saúde apresenta plano para preparar o SUS para impactos do El Niño

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ministério da Saúde apresentou nesta semana um plano de preparação e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) aos possíveis impactos do El Niño entre 2026 e 2027.

A proposta foi discutida durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, e visa preparar a rede para as consequências do fenômeno climático, que é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo o governo federal, o fenômeno está classificado como "forte" e há possibilidade de atingir o patamar "muito forte" já em setembro. O período considerado mais crítico vai de outubro deste ano a março de 2027.

Os efeitos esperados são diferentes em cada região do País. Norte e Centro-Oeste podem enfrentar seca, estiagem e queimadas, enquanto o Nordeste deve ter agravamento da seca e do calor. Para o Sudeste, a previsão é de ondas de calor e temporais. Já no Sul, a preocupação está nas chuvas intensas e no risco de inundações.

Como o SUS deve se preparar

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estratégia apresentada pelo Ministério da Saúde está organizada em cinco frentes:

Coordenação entre governos: uma sala de situação vai reunir informações e acompanhar emergências relacionadas ao clima;

Monitoramento na área da saúde: outra sala de situação será responsável por acompanhar os impactos dos eventos climáticos sobre a saúde;

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Medicamentos: serão disponibilizados recursos e kits emergenciais para atender as regiões afetadas;

Envio de equipes: a Força Nacional do SUS terá bases regionais para deslocar profissionais às áreas atingidas em até 48 horas;

Atendimento adaptado a cada região: os serviços e protocolos de saúde serão organizados considerando as características e os riscos de cada bioma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Amazônia, a preparação também leva em conta as dificuldades para chegar a áreas mais isoladas. Para atender essas populações, o plano prevê o uso de equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

Ferramentas ajudam a acompanhar riscos para a saúde

O planejamento inclui sistemas para monitorar as condições ambientais e seus possíveis efeitos sobre a população. Entre as ferramentas citadas pelo Ministério da Saúde estão:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Painel Nacional de Excesso de Calor: acompanha situações de calor excessivo, permitindo identificar períodos e áreas em que as altas temperaturas podem representar maior risco à saúde;

- VigiAR: programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos, utilizado para acompanhar riscos à saúde relacionados à poluição do ar;

- GeoRisk: ferramenta para acompanhamento de riscos relacionados a eventos climáticos e seus impactos sobre a saúde;

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC): projeto-piloto implantado em oito cidades das cinco regiões do País para reunir informações sobre clima e saúde e apoiar a tomada de decisões.

Também está prevista a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para contribuir para a identificação precoce de surtos.

Plano prevê ações de adaptação até 2035

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além das medidas específicas para o El Niño, o ministério mantém uma estratégia de médio prazo para preparar o sistema de saúde para os efeitos das mudanças climáticas.

O Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS reúne 27 metas e 93 ações até 2035, distribuídas entre as áreas de Vigilância em Saúde; Atenção à Saúde; Promoção e Educação em Saúde; Ciência, Tecnologia, Inovação e Produção.

Entre as medidas previstas estão a criação de uma diretriz nacional para emergências de saúde pública provocadas por calor extremo e o apoio a municípios considerados prioritários na preparação para desastres.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para enfrentar a insegurança hídrica, uma das ações planejadas é a contratação, pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), de 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com investimento de R$ 226,6 milhões.

O plano também prevê aprimorar, até 2027, o monitoramento e o controle de doenças e problemas de saúde relacionados ao clima em todos os estados.

O ministério informou ainda que deve publicar uma portaria para criar um painel de especialistas em clima e saúde. O grupo terá a função de fornecer subsídios técnicos para decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos de eventos climáticos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV