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    Menezes: precisamos de tempo para observar impacto das medidas restritivas em SP

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 17.03.2021, 14:36:00 Editado em 17.03.2021, 14:42:52
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    O coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, Paulo Menezes, disse em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, 17, que é necessário "um tempo" para se observar o impacto das medidas restritivas anunciadas na última semana, antes de se decretar, ou não, qualquer endurecimento destas regras a fim de conter o avanço da covid-19 no Estado de São Paulo.

    Segundo Menezes, ao mesmo tempo, o Centro de Contingência segue discutindo se há necessidade de mais medidas e, em caso afirmativo, de quais.

    Hoje, mais cedo, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que deveria anunciar, durante entrevista coletiva, medidas mais duras para conter o novo coronavírus no Estado. "Na coletiva, anunciaremos quais serão as medidas adicionais que certamente terão que ser adotadas. Estamos diante de um quadro gravíssimo e dramático, não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil", disse Doria nesta manhã do Instituto Butantan.

    Questionado se endureceria as regras, o governador atribuiu à imprensa a expectativa de novas regras. "Quem pauta as decisões não é imprensa, é Centro de Contingência", afirmou, sem citar a declaração anterior.

    Entre as medidas em vigor desde a segunda-feira, 15 estão restritas as atividades de comércio, bares e restaurantes, liberados somente para os serviços de retirada (drive-thru) e entrega em domicílio, a adoção do teletrabalho para atividades administrativas, além do fechamento de praias e templos religiosos. A fase também sugere o escalonamento de trabalho sugerido pelo plano, além de instituir um toque de recolher entre 20h e 5 horas.

    Menezes afirmou nesta quarta-feira - ao reforçar o pedido de que as medidas adotadas no Estado sejam respeitadas - que os índices de isolamento social melhorou nos últimos dois dias, e manteve a recomendação para que supermercado continuem abertos. Apesar da melhora apontada pelo coordenador, São Paulo registra índice de isolamento de 44% no Estado e de 43% na capital, abaixo da meta do governo de 50%.

    Para o coordenador executivo do colegiado, João Gabbardo, os dados apresentados até o momento mostram melhora do distanciamento. Entretanto, segundo Gabbardo, o comitê não tem "absoluta convicção" de que, ao final do período emergencial, será possível rever a fase vermelha e sugeriu um relaxamento heterogêneo.

    Ainda segundo o coordenador, setores favoráveis ao escalonamento do horário de entrada, sugerido pela fase emergencial do Plano SP, somam 3,7 milhões de pessoas impactadas, reforçando a necessidade de que todos os setores adotem a medida.

    Entre as medidas em vigor desde a segunda-feira (15) estão restritas às atividades de comércio, bares e restaurantes, liberados somente para os serviços de retirada por clientes com veículo (drive-thru) e entrega na casa do comprador (delivery), a adoção do teletrabalho para atividades administrativas, além do fechamento de praias e templos religiosos. A fase também sugere o escalonamento de trabalho, além de instituir um toque de recolher entre 20h e 5h.

    Municípios

    Segundo Doria, as medidas adotadas pelo governo não impedem que as autoridades de qualquer município entenderem que podem adotar medidas mais restritivas, contarão com apoio do governo e orientação da Secretaria Estadual de Saúde.

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