Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Marília Mendonça: falha em queda de avião foi por 'excesso de zelo' do piloto, diz especialista

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Divulgado nesta segunda-feira, 15, o relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica, concluiu que não houve falha mecânica e que o piloto contribuiu para o acidente que matou a cantora Marília Mendonça. Na visão de George Sucupira, primeiro conselheiro da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves, houve um "excesso de zelo" dos pilotos que levou ao incidente.

"Os pilotos, por excesso de zelo, esticaram a perna ao invés de fazer a curva onde normalmente faziam, esticaram um pouco mais para dar mais segurança ao voo, porque a reta final seria mais controlada e conseguiriam um pouso mais tranquilo", disse, em entrevista à Rádio Eldorado, na manhã desta terça, 16.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"O que aconteceu foi que, na continuidade da perna-base, há uma torre e essa torre tem um cabo de para-raio em cima. Isso, no avião, você não consegue ver, porque o avião está a 200 km/h, você não enxerga um fio, e, quando ele fez a curva, a asa bateu no cabo e perdeu motor ali", completou. "Se ele estivesse um metro acima, não teria acontecido nada."

A trajetória feita pelo avião o levou a atingir um cabo para-raios de uma linha de transmissão de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Além de Marília, o acidente matou outras quatro pessoas.

Ao discorrer sobre "fatores contribuintes" para o acidente, o relatório do Cenipa registrou que o "julgamento de pilotagem" contribuiu para a queda da aeronave. "No que diz respeito ao perfil de aproximação para pouso (em Minas Gerais), houve uma avaliação inadequada acerca de parâmetros da operação da aeronave, uma vez que a perna do vento foi alongada em uma distância significativamente maior do que aquela esperada para uma aeronave de 'Categoria de Performance B' em procedimentos de pouso".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O acidente

Marília Mendonça viajava em um avião bimotor Beech Aircraft, da PEC Táxi Aéreo, de Goiás, prefixo PT-ONJ, com capacidade para seis passageiros. A aeronave, que segundo a Anac estava em situação regular e tinha autorização para fazer táxi aéreo, decolou do aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, às 16h02 do dia 5 de novembro de 2021. Além de Marília, estava no voo Geraldo Medeiros (piloto), Tarciso Viana (copiloto), Henrique Ribeiro (produtor) e Abicieli Silveira Dias Filho (tio e assessor da artista). O grupo voava em direção à cidade de Caratinga, onde a artista de 26 anos faria um show naquela noite.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV