Cotidiano

Marburg: OMS diz que 155 pessoas estão sendo monitoradas

O vírus de Marburg, que é uma doença rara e altamente contagiosa, é semelhante ao ebola

Da Redação ·
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fonte: Reprodução/OMS
Marburg: OMS diz que 155 pessoas estão sendo monitoradas

Nesta terça-feira (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que as autoridades de saúde da Guiné, país do continente africano, estão monitorando 155 pessoas que teriam tido contato com um caso confirmado pelo vírus de Marburg, uma doença rara e contagiosa. Ainda segundo a OMS, a doença causa febre hemorrágica altamente infecciosa semelhante ao ebola. 

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De acordo com o chefe da OMS no país, Georges Ki-Zerbo, o vírus de Marburg tem circulado em animais, principalmente em morcegos, no sul da Guiné e nas vizinhas Serra Leoa e Libéria. 

Patógenos tendem a cruzar de animais para humanos na região por causa da grande interação entre uns e outros, sobretudo a caça e o consumo de carne de animais selvagens.

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"Não há um caso secundário conhecido... os contatos foram rastreados, e 155 pessoas estão em observação durante três semanas", disse Ki-Zerbo em uma entrevista.

"É uma vigilância ativa. Os contatos são mantidos em casa, isolados de outros membros da família. Eles são visitados todos os dias para se verificar sintomas em potencial."

Caso confirmado

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Nesta segunda-feira (9) foi registrado o primeiro caso ocasionado por um vírus raro e altamente contagioso em Guiné, país na África Ocidental. A informação foi confirmada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

De acordo com a OMS, o vírus de Marburg é semelhante ao Ebola. Amostras do vírus, que foram retiradas do paciente na cidade de Gueckedou, no sul do país, identificaram febre hemorrágica.

O Marburg causa sintomas semelhantes aos do Ebola, começando com febre e fraqueza e frequentemente levando a sangramento interno ou externo, falência de órgãos e morte. 

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Ainda conforme a OMS, o vírus é transmitido por meio de morcegos frugívoros e pode ser transmitido entre humanos por meio de contato com fluídos corporais de pessoas infectadas ou em superfícies e materiais contaminados. Ainda não há vacinas ou tratamento antiviral. Existem apenas tratamentos específicos que podem aumentar a chance de sobrevivência dos pacientes.

A detecção do caso acontece menos de dois meses após Guiné declarar o fim do surto mais recente de ebola.