Cotidiano

Manifestantes presos por incendiar estátua são soltos em SP

Os acusados responderão em liberdade pelos crimes de incêndio, associação criminosa e adulteração de placa de veículo.

Da Redação ·
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fonte: Reprodução/Redes Sociais
Manifestantes presos por incendiar estátua são soltos em SP

Na noite desta terça-feira (10), os três manifestantes que estavam presos acusados de incendiar a estátua do bandeirante Borba Gato, na Zona Sul de São Paulo, foram liberados pela justiça. 

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O juiz Eduardo Pereira Santos Junior, da 5ª Vara Criminal, decidiu revogar as prisões preventivas por entender que não havia justificativas para que eles continuassem detidos. "Não há como se presumir que a soltura dos réus traga danos à ordem pública, prejudique a instrução criminal ou frustre a aplicação da lei penal", escreveu o magistrado em sua decisão.

O motoboy Paulo Roberto da Silva Lima, o Paulo Galo, de 32 anos, e o motorista Thiago Vieira Zem, de 35, deixaram o Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na Zona Leste, por volta das 21h.

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O torcedor corintiano Danilo Silva de Oliveira, o Biu, de 36, deixou a carceragem do 101º Distrito Policial (DP), Jardim das Imbuias, na Zona Sul, por volta das 23h.

Galo estava preso desde o dia 28 de julho, quando se apresentou para falar da sua participação no incêndio. Ele confessou que pertence ao grupo Resistência Periférica, que convocou um protesto pelas redes sociais, e que planejou atear fogo na estátua para debater publicamente a existência do monumento que homenageia o bandeirante paulista. Segundo alguns historiadores, Borba Gato escravizou negros e indígenas.

Após ser solto, ele e manifestantes comemoraram a soltura com frases como: "GALO LIVRE!" 

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Thiago estava detido desde a última sexta-feira (6), quando a polícia o prendeu. Ele negou a participação no ataque à estátua e falou que foi contratado por R$ 500 para levar mais de 200 pneus no seu caminhão até o local.

Biu foi para a cadeia na segunda (9), quando se entregou após ser procurado pela polícia. Ele disse ter participado do ato, mas que não incendiou o monumento. E que ajudou o motorista Thiago a carregar e descarregar os pneus do caminhão.

A juíza Gabriela Marques da Silva Bertoli havia decretado as prisões preventivas dos três ativistas na sexta passada. Além de revogar essas preventivas, o juiz Eduardo aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP) contra os acusados, que se tornaram réus no processo pelo qual responderão em liberdade pelos crimes de incêndio, associação criminosa e adulteração de placa de veículo.

Com informações: G1

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