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    Justiça manda soltar empresário investigado por fraude

    Justiça manda soltar empresário investigado por fraude
    Foto por Reprodução/RPC
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 10.04.2021, 19:36:56 Editado em 10.04.2021, 19:37:00
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    Depois de mais de um ano na cadeia, a Justiça mandou soltar o empresário Márcio Cantoni. Ele é investigado por envolvimento em fraudes no pagamento do DPVAT, o seguro obrigatório.

    Márcio Cantoni, de 42 anos, foi preso em dezembro de 2019 em um hotel de luxo em Minas Gerais. Ele chegou a apresentar um documento de outra pessoa, mas pressionado, confessou a verdadeira identidade e ofereceu R$ 5 mil aos policiais para não ser preso. Acabou detido por corrupção ativa, uso de documentos falsos e porte de droga para consumo pessoal.

    O empresário é investigado pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por associação criminosa, estelionato e apropriação indébita.

    Segundo o Ministério Público, ele chefiava o grupo criminosa, "identificava e atraia as vítimas, entrava com ações judiciais em nomes delas pedindo indenizações do seguro obrigatório, mas o dinheiro não era repassado às vítimas, mas sim dividido entre os integrantes da quadrilha”.

    Márcio Cantoni era dono da Cantoni Revisões, que chegou a ter filiais até no nordeste do país. A defesa do empresário fez vários pedidos de liberdade, no entanto todos foram negados. Neste, os advogados usaram outros argumentos.

    Apontaram que há um surto de Covid-19 no presídio onde está detido e que o cliente já ficou doente, estando em risco por falta de estrutura de atendimento para sua saúde. Também indicaram que, neste momento, a liberdade do empresário não colocaria mais em risco as investigações.

    O próprio Ministério Público concordou com o pedido de soltura, que foi aceito pela Justiça.

    Márcio Cantoni foi autorizado a deixar a cadeia, mas não poderá ter contato com outros investigados, não poderá sair de casa durante a noite, está proibido de manter atividades econômicas de suas empresas e ainda ficará com monitoramento eletrônico, com tornozeleira pelo prazo inicial de 90 dias.


    Com informações: G1

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