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    Hospital do RS vai usar contêiner como necrotério

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 03.03.2021, 11:00:00 Editado em 03.03.2021, 13:45:38
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    O Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, anunciou que vai instalar um contêiner refrigerado anexo ao hospital para aumentar a capacidade do necrotério, que atualmente comporta até três corpos. Em nota, o hospital disse que ele só será usado em caso de necessidade, "considerando a possibilidade de atrasos na retirada dos óbitos por parte das funerárias".

    A instituição está com taxa de ocupação dos leitos de UTI acima de 100% e não aceita mais transferências de pacientes de outros hospitais.

    Pacientes graves que chegam diretamente na unidade ainda são atendidos pela equipe de emergência porque o hospital tem capacidade de transformar leitos em terapia intensiva.

    Na nota, o Moinhos de Vento ressaltou que pacientes com menos de 60 anos correspondem a 35% dos internados, "o que enseja um sinal de alerta para que a população mais jovem redobre os cuidados".

    Ontem, o Rio Grande do Sul ultrapassou ontem 100% de ocupação nos leitos de UTI adulto. Já são 2.824 pacientes internados em 2.818 leitos, incluindo hospitais públicos e privados. O Estado vive o pior momento da pandemia, com todas as regiões em bandeira preta.

    No Twitter, o governador Eduardo Leite falou que o Estado abriu 1,1 mil leitos de UTI durante a pandemia. O total passou de 933 para 2.121. "Eram 933 leitos de UTI SUS antes da pandemia. São mais de 2.100 agora. Mais de 1.100 leitos novos. Em menos de 1 ano foram criadas mais vagas do que em 30 anos de SUS! Esse é o tamanho do esforço que fazem nossas equipes de saúde. E seguem, com o maior esforço, abrindo novos leitos", escreveu o governador.

    Desde o último sábado, o Estado inteiro está em bandeira preta no plano de distanciamento controlado. A classificação prevê o fechamento do comércio não essencial, a proibição de permanecer nas orlas das praias, a suspensão das aulas presenciais e outras medidas restritivas.

    O governador suspendeu temporariamente a cogestão regional, que dava autonomia às regiões do Estado para definir normas próprias relativas à pandemia. Com a medida, todas deverão seguir os protocolos da bandeira preta definidos pelo governo estadual.

    Alguns municípios até mesmo estão adotado lockdown e restringindo a circulação de pessoas com barreiras.

    A expectativa é que a adoção da bandeira preta resultem em uma redução da pressão sobre a rede hospitalar a partir da terceira semana deste mês. O período de bandeira preta vai até o sábado.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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