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Homicídios têm 1ª alta semestral em 7 anos

O número de pessoas assassinadas no Estado de São Paulo no primeiro semestre chegou a 1.522. A quantidade de vítimas é 4% maior ante o mesmo período do ano passado e interrompe redução que ocorria ininterruptamente desde 2014. O crescimento surpreende, po

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 25.07.2020, 07:50:00 Editado em 25.07.2020, 07:55:27
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O número de pessoas assassinadas no Estado de São Paulo no primeiro semestre chegou a 1.522. A quantidade de vítimas é 4% maior ante o mesmo período do ano passado e interrompe redução que ocorria ininterruptamente desde 2014. O crescimento surpreende, por ser em meio ao isolamento social no Estado desde o fim de março. No período, as ações policiais também se tornaram mais letais e bateram recorde.

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Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública. Dos homicídios, 719 foram na capital ou na Grande São Paulo; outros 803 foram no interior ou no litoral. A pasta diz que a alta é objeto de estudo e causa preocupação por ser o crime mais grave e representar vidas perdidas. Mas a gestão João Doria (PSDB) destaca que o Estado segue com a menor taxa proporcional do Brasil, abaixo de 7 por 100 mil habitantes.

São Paulo diminui consistentemente os números de homicídio desde 2001. De lá para cá, só em três anos os assassinatos do 1º semestre superaram o do período anterior: 2009, 2012 e 2013. Foi, portanto, a 1ª alta semestral em sete anos. Ainda assim, o Estado permanece desde 2015 abaixo do patamar dos 2 mil casos.

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Relatório da secretaria mostra que 85,6% das vítimas são homens e 12,9% são mulheres. Pardos e pretos respondem por 50,4% dos assassinados, além de 44,6% de brancos e 4,9% classificados como outros. A maior parte desses crimes é classificado como "conflitos interpessoais", que correspondem a 35,5% dos registros até aqui no ano; 87 registros foram definidos como feminicídio.

O secretário executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, disse que a secretaria atua com operações para combater o crime. As grandes ações contra tráfico de drogas, por exemplo, tem efeito sobre os crimes contra a vida cometidos neste contexto. "Temos um trabalho muito forte para tirar arma de fogo de circulação", acrescentou Camilo.

Letalidade

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Foram mortas 514 pessoas em ações da polícia de São Paulo no 1º semestre. É o maior patamar semestral de letalidade policial desde 2001, início da série histórica.

O número é 20,6% maior do que o registrado no 1º semestre de 2019. São contabilizados nesse indicador ações com pressuposto de legalidade, como nos casos em que os agentes reagem durante o atendimento de uma ocorrência.

Cabe à Polícia Civil, ao Ministério Público e à própria PM apurar se a morte de fato decorreu de intervenção legítima.

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Das 514 mortes deste ano, 442 tiveram autoria de policial em serviço, enquanto nos outros 72 casos o policial estava de folga, mas ainda assim atendeu a um caso ou reagiu a um assalto, por exemplo. Em 97% dos casos, a morte é atribuída à PM, cuja característica da atuação tem ligação com o patrulhamento nas ruas. Nos outros 3%, o autor foi um policial civil.

"A alta na letalidade policial causa muito estranhamento, principalmente se considerarmos a queda nos crimes contra o patrimônio (durante a pandemia), já que uma parte da letalidade é atribuída a casos de roubo", disse Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os roubos contra residências, comércios e pedestres, por exemplo, caíram 8% no Estado no 1º semestre.

O coronel Camilo disse que a alta da letalidade encontra coerência "com o ambiente que estamos vivendo". Ele atribui a alta ao deslocamento mais ágil dos policiais até a ocorrência, o que elevaria a possibilidade de confronto. "A polícia está chegando muito rápido e pegando o infrator ainda durante a sua ação, no cometimento do delito, o que tem levado ao confronto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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