Cotidiano

Homem com 47 passagens pela polícia mata ex-mulher a tiros na Lapa, Rio

Fábio Grellet (via Agência Estado) ·
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Um rapaz de 26 anos, com 47 passagens pela polícia e dez ordens de prisão em aberto, invadiu o apartamento da ex-mulher, de 24 anos, e a matou com 16 tiros. O crime aconteceu na Lapa (região central do Rio), às 4h20 desta terça-feira, 26. O acusado foi preso no final da manhã.

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Queven da Silva e Silva tem dois filhos com Sarah Pereira - uma bebê de 2 meses e um menino de 4 anos. Eles haviam rompido o relacionamento e ela morava com a mãe, uma irmã e os dois filhos em um prédio na esquina das ruas Riachuelo e Tadeu Kosciusco. No momento do crime, a mãe não estava em casa - a irmã de Sarah testemunhou o crime, mas saiu ilesa, e as duas crianças estavam em outro cômodo e também não foram atingidas pelos tiros.

Segundo a mãe de Sarah, Beatriz, Silva já havia agredido e ameaçado a ex-mulher outras vezes - na agressão mais recente, deu uma facada no pescoço de Sarah. Ela chegou a ser internada, mas não denunciou Silva à polícia. Em chamada de vídeo dias atrás, ele teria anunciado que mataria a ex-mulher.

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Na madrugada desta terça-feira, Silva saiu de casa, no Morro dos Prazeres (região central do Rio) e chegou atirando à frente do prédio em que a ex-mulher morava. Depois invadiu o imóvel, atirou contra a mulher e fugiu. Ela morreu na hora. Ele foi preso pela Polícia Militar por volta das 11h30 na Rua Almirante Alexandrino, em Santa Teresa, a cerca de quatro quilômetros do local do crime.

Segundo a PM, o rapaz confessou o crime e contou que foi de mototáxi até a casa da ex-mulher, e ao sair de lá jogou a arma em um valão no Rio Comprido (outro bairro do centro do Rio). Silva foi conduzido à Delegacia de Homicídios do Rio, responsável pela investigação.

Silva tinha 47 passagens pela polícia, por crimes como homicídio, roubo e tráfico de drogas, e dez ordens de prisão - estava foragido desde 2016. A mãe de Sarah disse ter previsto o crime: "Eu sempre falava, mas hoje em dia ninguém escuta ninguém. Ela tinha terminado, não queria mais nada com ele. Cadeia é pouco para ele".

A reportagem não localizou representantes de Silva para se manifestar sobre o caso.