Cotidiano

Harmonização facial ajuda com a autoestima, mas pode trazer riscos

Da Redação ·
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fonte: Reprodução
Harmonização facial ajuda com a autoestima, mas pode trazer riscos

Ultimamente, um rosto perfeito é o sonho de consumo de muitas pessoas. Desaparecer com uma ruguinha que aparece aqui, outra ali, levantar a pontinha do nariz que aponta para baixo quando você sorri ou mesmo revitalizar a pele que deu aquela caída com o passar do tempo.

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Procedimentos estéticos já é moda entre os famosos e anônimos. E, mesmo com a pandemia, as pessoas continuaram a fazer tais procedimentos para melhorar aquilo que a genética deu. 

Entre março e outubro, a plataforma de pesquisa Google registrou uma alta de 115% na procura pelo termo harmonização facial.

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De acordo com o dermatologista Ivan Rollemberg, de 33 anos, que tem vários famosos como clientes a exemplo temos Grazi Massafera, Giovana Antonelli, Wesley Safadão eo cantor sertanejo Mariano. O profissional se tornou destaque na técnica de aplicação de harmonização. 

"Uma face harmônica depende de vários fatores", explica o médico, que já realizou o procedimento em cerca de 2.000 pacientes. Ele diz que seu primeiro balizador é a proporção áurea, constante matemática que aparece em diversos elementos da natureza, inclusive no corpo humano, e é bastante utilizada nas artes desde a Antiguidade.

Porém, não basta fazer cálculos para se chegar a um resultado satisfatório e que vá funcionar para todos. "Não se trata de buscar uma simetria perfeita", afirma. "As faces mais bonitas, do meu ponto de vista, não são necessariamente as que têm uma simetria perfeita, mas as que são mais equilibradas."

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O médico afirma que o conjunto de técnicas que envolvem a harmonização facial já existem há muitos anos. Elas podem envolver procedimentos invasivos (como lifting, rinoplastia e próteses). No entanto, os processos não-cirúrgicos são os que tem consquitado os brasileiros.

De fato, dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) apontam que procedimentos cirúrgicos e não-cirúrgicos já aparecem praticamente empatados nas clínicas de todo o Brasil. Em 2018, ano do último Censo realizado pela entidade, os não-cirúrgicos responderam por 49,9% de todos os procedimentos efetuados por cirurgiões plásticos no país. Em 2014, eles representavam apenas 17,4%.

Entre eles estão a aplicação de preenchedores (como o ácido hialurônico, com o qual é possível remodelar partes do rosto), da toxina botulínica (o famosos botox, que ameniza rugas de expressão ao bloquear o movimento do músculo) e dos esvaziadores (substâncias que promovem a diminuição da gordura), além dos fios de tração facial e lasers, entre outros.

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Embora lembre que os médicos são proibidos de fazer publicações falando de valores ou mostrando os famosos "antes e depois", Rollemberg aponta o advento das redes sociais como o principal impulsionador da harmonização facial. "Cresceu muito com os famosos mostrando grandes resultados na internet", diz. Ele aponta o clã das Kardashians como sendo o pioneiro nesta divulgação.

"Hoje em dia as pessoas trabalham mais e têm menos tempo, elas querem mais resultados com menos riscos. Temos também uma expectativa de vida maior, com relacionamentos durando cada vez menos e as pessoas querendo viver com a qualidade que merecem. E tem ainda a autonomia feminina, a igualdade de recursos. As mulheres foram as primeiras a aderir e depois trouxeram os namorados."

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Em teoria, qualquer pessoa que não tenha alergia ao produto que será aplicado pode se submeter à harmonização facial. Rollemberg alerta, porém, que devem tomar cuidados especiais os portadores de doenças autoimunes, pessoas com processos inflamatórios e aqueles que fazem uso de anticoagulantes. Além disso, menores de 18 anos devem ter a autorização dos pais.

Na clínica, ele diz que a maior parte dos pacientes são mulheres (65%), principalmente na faixa de 35 a 70 anos. Por causa da quarentena, o espaço ficou fechado por cerca de dois meses. Após a reabertura, a procura foi alta. Ele calcula que dobrou com relação ao período anterior ao distanciamento social.

Ele também adverte que, apesar de técnicas para que a sensação seja minimizada, alguns procedimentos pode causar dor durante a aplicação. O efeito pode ser percebido quase que imediatamente, mas inchaços e hematomas são relativamente comuns. O risco mais temido, no entanto, é a necrose (morte de algum tecido, se o problema não for rapidamente resolvido), motivo pelo qual recomenda-se procurar um profissional habilitado e de confiança (leia mais abaixo).

Normalmente, pode-se apreciar o resultado final depois de 3 a 7 dias. E, no caso dessas técnicas menos invasivas, a duração é, em média, de um ano. Depois, é preciso repetir o procedimento caso o paciente queira. Com relação ao custo do procedimento, é difícil precisar, já que cada paciente tem uma indicação diferente. Em geral, o custo é calculado a partir da quantidade de material usado no tratamento. Rollemberg diz que, na clínica dele, o paciente pode gastar entre R$ 900 (consulta) e R$ 50 mil (se quiser realizar todos os procedimentos disponíveis).

Com informações; Folha de São Paulo.