Cotidiano

Gatinha da Cracolândia é condenada a cinco anos de prisão

Além disso, foi mantida a prisão domiciliar até o trânsito em julgado da sentença.

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Gatinha da Cracolândia é condenada a cinco anos de prisão
fonte: Reprodução / Redes sociais

A influencer Lorraine Cutier Bauer Romeiro, mais conhecida como gatinha da Cracolândia, foi condenada a 5 anos de prisão e ao pagamento de multa no processo que responde por tráfico de drogas. Além disso, foi mantida a prisão domiciliar até o trânsito em julgado da sentença. A reportagem é do R7.

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Em sua decisão, o juiz Fernando Augusto Andrade Conceição, da 14ª Vara Criminal, afirmou que a acusada não trouxe elementos suficientes capazes de invalidar a denúncia do Ministério Público. Ela foi presa em 2021 sob acusação traficar na Rua Helvetia, que era um dos principais focos da Cracolândia em São Paulo até o ano passado. Ela portava cocaína, maconha e pedras de crack, segundo a investigação policial. 

A decisão cita depoimento de Lorraine, em que a acusada negou as informações trazidas na denúncia do Ministério Público. Ela afirmou que apenas acompanhou o namorado, que trabalharia na região da Cracolândia, segundo ela. Presa em operação policial, ela afirma que foi revistada e que os policiais não teriam encontrado nenhuma droga. 

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O juiz diz ter fundamentado sua decisão, entre outros pontos, nos depoimentos dos policiais, e que a defesa não conseguiu levantar suspeitas sobre a atuação dos agentes. Disse também que a quantidade apreendida configura tráfico. "No caso concreto, a droga estava sendo trazida pela acusada em logradouro público, local conhecido pela venda de drogas, instante em que foi abordada por policiais militares, o que configura tráfico e não uso de drogas; ademais, ela foi localizada com 26 porções de entorpecentes em local conhecido pela traficância", afirmou.

Outro processo

A Justiça de São Paulo já tinha absolvido Lorraine Cutier Bauer Romeiro de uma das acusações de tráfico de drogas. A decisão foi do juiz Gerdinaldo Quichaba Costa, da 13ª Vara Criminal (Barra Funda), em 23 de fevereiro, por insuficiência de prova.