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    Gabriel Twardowski fala sobre momento da carreira e desafios da pandemia

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    Escrito por Da Redação
    Publicado em 16.12.2020, 18:39:19 Editado em 16.12.2020, 18:39:20
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    Aos 24 anos, o diretor Gabriel Twardowski, responsável por trabalhos para marcas como McDonald's e Amazon Prime e artistas como Alok, tem vivido um momento diferente por conta da pandemia da COVID-19. As normas mais rígidas de segurança e limite de pessoas nos sets de gravação aliado à interrupção das turnês de artistas pelo mundo, fizeram o curitibano se reinventar e pensar em maneiras de continuar produzindo materiais nas duas vertentes em que trabalha: na área publicitária, em que Gabriel atua como freelancer, e no entretenimento, onde dirige materiais para artistas como o DJ e produtor brasileiro Alok. Por isso, conversamos com ele sobre esse momento novo para a produção de novos materiais e sobre como isso influencia atualmente na sua carreira.

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    VEÍCULO: Para você, qual foi a maior mudança para produzir durante a pandemia? Gabriel: Dirigir um material acompanhando as cenas através de chamadas remotas de vídeo torna-se muito mais difícil, pois a sinergia entre equipe e elenco é essencial para chegarmos nos materiais com a verdade e o clima que queremos. Por isso, tivemos que encontrar maneiras de alcançar esta sinergia virtualmente, aproximando a equipe técnica com o elenco para todos estarem em sintonia, e as principais maneiras foram por meio de algumas dinâmicas entre todos.

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    VEÍCULO: E no meio artístico, com o Alok por exemplo, como ocorre a produção de novos conteúdos em meio a pandemia? Gabriel: Um dos momentos mais interessantes para produção de conteúdo são as turnês, impossibilitadas atualmente. Por outro lado, a pandemia deu um espaço ainda maior para as pessoas públicas apresentarem mais de suas vidas fora dos holofotes, aliado ao fato da melhor aceitação das produções caseiras, sem tanta estrutura. Assim, as produções estão tendendo a ser mais simples e valorizando as ideias ainda mais, mais do que nunca.

    Nesse momento, está em segundo plano se estão gravando com uma câmera de cinema, uma DSLR ou um celular. Com o Alok, por exemplo, há 3 estilos de trabalho que fizemos durante a pandemia e resumem como tentamos solucionar esse problema de novos conteúdos no meio artístico: por videochamada, idealizamos virais em que o próprio Alok gravou com o celular e nos enviou para editar; utilizando imagens dos 4 anos que gravamos entre turnês com ele e momentos da vida pessoal, montamos o videoclipe da música Alive buscando dar enfoque aos bastidores da vida dele com sua família e fãs; por último, produzimos o projeto Memories, uma animação com este mesmo banco de imagens que utilizamos para o clipe, mas buscando 660 fotos para imprimir e fazer uma "retrospectiva" dos últimos 4 anos de shows dele.

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    VEÍCULO: Da vida normal, na publicidade e no entretenimento, o que mais sente falta? Gabriel: Parece óbvio, mas sinto falta do olho-no-olho com as pessoas envolvidas nos processos dos filmes. É a partir dali que se monta projetos com verdade. Já no entretenimento, certamente é dos shows e correria em turnê. Normalmente, o Alok faz de três a quatro shows por noite, um em cada estado diferente, então a logística é muito agitada.

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    VEÍCULO: E como faz para conciliar entre essas duas áreas? Gabriel: No começo, foi muito difícil e acabei me afastando dos meus demais projetos e vertentes que eu atuava, pois era uma rotina muito insana e eu ainda não sabia lidar com ela. Mas encontrei esse equilíbrio e muito disso por trabalhar junto com meu irmão nos projetos com o Alok. Quando um não pode viajar ou participar de algum projeto, o outro vai, e o Alok confia muito em nós para fazermos isso quando é necessário. Além disso, eu e o Sérgio mantemos uma relação muito sincera com nossos clientes e agências que trabalhamos, e isso já é um enorme passo para viabilizar a execução dos projetos.

    VEÍCULO: Você e seu irmão Sérgio sempre trabalharam juntos? Como é a relação entre vocês? Gabriel: Desde a adolescência, acompanhei ele nos sets de gravação. Foi o responsável por ter me tornado diretor e me ensinou muito para que eu chegasse o mais preparado possível quando decidi assumir meus próprios projetos. Temos uma relação de muito companheirismo e é muito especial quando dividimos sets juntos.

    VEÍCULO: Tem algum projeto em mente para depois da pandemia? Gabriel: Neste momento, tenho focado em manter a mente e o corpo saudáveis. Escrevi alguns rascunhos sobre projetos que gostaria de gravar mas por enquanto não formulei nada concreto. Estar com a saúde mental em dia acho que é meu principal projeto por enquanto (risos).

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