Cotidiano

Filho de condenada no caso Evandro é preso com documento falso no MS

Luccas Abagge utilizava uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) como o nome Evandro Oliveira Ribeiro

Da Redação ·
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Luccas Abagge foi preso no Mato Grosso do Sul usando o mesmo nome da criança que sua mãe foi acusada de assassinar
fonte: Divulgação/ PM-MS
Luccas Abagge foi preso no Mato Grosso do Sul usando o mesmo nome da criança que sua mãe foi acusada de assassinar

A polícia de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, prendeu um paranaense foragido da Justiça na noite de sábado (18).  Luccas Abagge fugiu da cadeia e foi preso ao atravessar a fronteira do Paraguai e entrar no Mato Grosso do Sul. Ele foi condenado, em julho de 2019, a 32 anos de prisão por homicídio qualificado e tentativa de homicídio por matar um adolescente a tiros e ferir outro, em Curitiba, em 2015. 

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Luccas é filho de Beatriz Abagge, conhecida pela acusação no Caso Evandro Caetano, ocorrido no início dos anos 1990 em Guaratuba, no Litoral do Paraná. O que chama a atenção é que, no momento da abordagem, Luccas apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) como o nome Evandro Oliveira Ribeiro. Ele estava acompanhado de uma mulher, que afirmou conhecê-lo apenas como Evandro. Liberada, ela passa a colaborar com a investigação na posição de testemunha.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) confirmou neste domingo (19) que um mandado de prisão contra ele estava aberto no Estado. Luccas escapou do Complexo Médico Penal, em Pinhais, no dia 27 de abril deste ano.

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Na Delegacia de Ponta Porã, ele teria negado ser Luccas e se recusou a assinar qualquer documento com o nome.

Além de Matheus, Luccas Abagge foi condenado a 54 anos de prisão pelo morte de Erivelton Júlio de Carvalho, no Centro de Curitiba, em 2016. Por mais de uma vez, ele conseguiu fugir da cadeia e passou a ser considerado foragido da Justiça.

Luccas é filho de Beatriz Abagge, que foi condenada pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, que desapareceu em 1992, em Guaratuba. No caso da mãe, novas revelações comprovam a prática de tortura para confissão da morte do menino. Ela aguarda atualmente a revisão criminal.

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No começo deste mês a  Polícia Civil (PCPR) e a Polícia Científica do Paraná anunciaram a identificação de fragmentos genéticos de Leandro Bossi que desapareceu durante um show, em Guaratuba, no dia 15 de fevereiro de 1992, no mesmo ano em que Evandro sumiu. 

(Com informações da Banda B)

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