Cotidiano

Estudo: consumo diário de cerveja diminui tamanho do cérebro

Uma pesquisa apontou que consumir cerveja ou vinho diariamente pode afetar a estrutura do cérebro

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Estudo: consumo diário de cerveja diminui tamanho do cérebro
fonte: Getty Images

Na última sexta-feira (4), os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos, divulgaram um estudo na revista Nature a respeito do consumo de bebidas alcóolicas. De acordo com o trabalho dos norte-americanos, o consumo de leve a moderado de bebidas alcóolicas pode afetar a estrutura do cérebro e provocar um envelhecimento cognitivo maior do que em pessoas que não bebem. 

continua após publicidade

A pesquisa apontou que pessoas de meia idade que bebem duas latinhas de cerveja de 500 ml, ou uma taça de vinho por dia, têm o cérebro até dois anos e seis mais velhos do que as que não bebem. 

A análise levou em conta as informações de 36.678 adultos com idades entre 40 e 69 anos cadastrados no UK Biobank, um banco de dados do Reino Unido. Os pesquisadores compararam exames de ressonância magnética dos participantes com informações sobre seus hábitos de ingestão de álcool. 

continua após publicidade

Hábitos alcóolicos

Os participantes informaram o número de “unidades de bebida” consumidas por semana – para os bebedores frequentes – ou unidades por mês – no caso de bebedores menos frequentes. As bebidas foram separadas por categorias, incluindo vinho tinto, vinho branco/champanhe, cerveja/cidra, por exemplo.

Com as imagens, os cientistas puderam comparar o volume de massa cinzenta e branca no cérebro dos participantes com os de pessoas que não bebiam. A massa cinzenta é a parte principal do cérebro, onde as informações são processadas, e a massa branca atua mantendo linhas de comunicação.

continua após publicidade

O consumo de álcool foi associado a reduções no volume geral do cérebro. “Fica pior quanto mais você bebe. Há evidências de que o efeito da bebida no cérebro é exponencial”, disse o autor principal do estudo, Remi Daviet, em um comunicado.

“Ter este conjunto de dados é como ter um microscópio ou um telescópio com uma lente mais poderosa. Você obtém uma resolução melhor e começa a ver padrões e associações que não conseguia antes”, disse o principal autor do estudo, o neurocientista Gideon Nave.

Com informações do Metrópoles