Cotidiano

Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda, morre aos 56 anos

Guardia ocupou o cargo de ministro durante os últimos nove meses do governo Temer

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda, morre aos 56 anos
fonte: Gustavo Raniere/MF

O economista Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda e CEO da BTG Pactual Asset, morreu aos 56 anos, em São Paulo nesta segunda-feira (11) em razão de um câncer no cérebro.

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Guardia estava no BTG desde 19 de janeiro de 2019, e ocupou o cargo de ministro da Fazenda durante os últimos nove meses do governo Temer. Assumiu a função, até então ocupada por Henrique Meirelles, após ter atuado como secretário-executivo do Ministério da Fazenda entre 2016 e 2018.

Doutor em economia pela Universidade de São Paulo (USP), foi diretor de produtos e relações com investidores da BM&F Bovespa, diretor executivo da B3 e diretor financeiro e de relações com investidores da gestora GP Investments.

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O ex-ministro era lembrado nos setores público e privado como um profissional sério, respeitoso, centrado, organizado e extremamente qualificado tecnicamente. Ele deixa a esposa, Maria Lúcia. Não tinha filhos.

Em nota, a B3 diz que se despede de um líder. "Com a morte de Eduardo Guardia, a B3 se despede de um líder que instilou os melhores valores, que foi exemplo e nos ajudou a construir a empresa que somos. Hoje, muitos de nós também perdemos um amigo, um grande amigo. Nosso país se despede de um homem público que trabalhou e acreditou sempre, em diferentes momentos de sua vida, que nosso papel como cidadãos é tomar as decisões que fazem o Brasil melhor. Eduardo Guardia fará falta. Aos seus familiares e amigos, o carinho de todos aqui da B3 e a certeza de que partilhamos de sua imensa perda".

A Instituição Fiscal Independente (IFI) também emitiu nota de pesar.

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"Lamentamos o falecimento do economista Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda. Guardia serviu ao país, nos diversos cargos que ocupou, de maneira sóbria, técnica e com espírito público. Fica aqui a nossa homenagem aos familiares e amigos do Eduardo", diz o texto.

O Ministério da Economia afirmou que recebeu com pesar e tristeza a notícia do falecimento.

"Guardia também foi secretário-executivo da antiga pasta entre 2016 e 2018, e secretário do Tesouro Nacional no início dos anos 2000, entre outros cargos na estrutura do ministério. Durante sua trajetória pública, a atuação de Guardia foi fundamental na construção de soluções importantes para a economia brasileira. O ex-ministro sempre se notabilizou pelo trabalho incansável, a gentileza no trato e o permanente espírito público, inspirando todas as equipes que liderou. O ministro Paulo Guedes relembrou a capacidade de diálogo de Guardia, que contribuiu de forma relevante para a troca de informações institucionais no período de transição de governo. Neste momento de dor, o ministro Guedes e os servidores do ministério da Economia manifestam respeito e solidariedade aos familiares e amigos de Eduardo Guardia", diz.

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O ex-presidente Michel Temer disse que o Brasil perde um "ótimo economista e um ser humano formidável".

"Eduardo Guardia emprestava aos números uma visão humanitária rara. Esse olhar técnico extremamente qualificado aliado a uma alma sensível causou em mim admiração crescente.

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Desenvolvemos uma relação de confiança mútua: ele entendia minhas preocupações sociais como presidente da República e eu recebia suas propostas com a certeza de que traduziam essa relação perfeita entre a boa técnica e a empatia social. As decisões de política econômica, mesmo as mais amargas, eram sempre equilibradas e justas.

O Brasil perde um ótimo economista, um ser humano formidável, e eu um bom e leal amigo. Meus sentimentos à família e o desejo de que encontrem conforto e consolo", diz a nota.

A Febraban afirmou:

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"Lamentamos profundamente o falecimento do ex-ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. O Brasil perde precocemente um dos seus principais economistas, ainda com muitas contribuições a dar a nossa sociedade. Talentoso, gentil e sempre correto, Guardia deixa um legado importante para o país, entre eles, a defesa da disciplina nos gastos públicos como fator fundamental para o crescimento sustentável. Tivemos o privilégio de conviver com ele ao longo dos últimos anos, um grande homem público e extraordinário ser humano. Perdemos uma pessoa espetacular, que fará muita falta ao país. Aos familiares e a legião de amigos e admiradores, em nome da Febraban expressamos nosso pesar".

A BTG também divulgou nota sobre seu CEO.

"Nascido em São Paulo, Guardia dedicou-se intensamente ao Banco, onde ocupava o cargo de CEO da BTG Pactual Asset Management desde julho de 2019.

Foi um exemplo ímpar de homem público, unanimemente admirado por sua integridade, dedicação e competência.

Foi, também, um exemplo na vida privada e empresarial. Amigo leal e solidário, sócio dinâmico e comprometido com nosso propósito, seguro nas suas posições mas sempre construtivo e respeitoso com as opiniões alheias.

Eduardo foi, acima de tudo, um desses heróis brasileiros que, diariamente, com a força do seu trabalho, ajudou na construção de uma sociedade mais justa e de um Brasil com mais oportunidades para as futuras gerações.

Neste momento de profunda tristeza, a família BTG Pactual se solidariza com amigos e familiares, em especial a sua esposa, sua mãe e suas irmãs."

As informações são do g1. 

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