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Dor ardente e lesões no corpo: o que se sabe sobre varíola do Alasca?

A primeira morte provocada por uma rara infecção da doença conhecida como Alaskapox trouxe um alerta às autoridades

Da Redação

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A primeira morte pela doença foi registrada em janeiro
Icone Camera Foto por Departamento de Saúde do Alasca
A primeira morte pela doença foi registrada em janeiro
Escrito por Da Redação
Publicado em 16.02.2024, 16:53:24 Editado em 16.02.2024, 16:54:52
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A primeira morte provocada por uma rara infecção da doença conhecida como Alaskapox ou varíola do Alasca foi registrada nos Estados Unidos. Um boletim informando sobre a morte do paciente foi divulgado pelas autoridades na última sexta-feira (9). De acordo com o documento, a vítima é um idoso imunocomprometido.

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Por se tratar de uma doença rara, a ciência tenta estudá-la para obter mais detalhes. O que se sabe até o momento, segundo o Departamento de Saúde do Alasca, é que o vírus "Alaskapox" ocorre principalmente em pequenos mamíferos e pode causar lesões na pele.

A primeira vez identificada foi em 2015, quando uma mulher que vivia próximo a Fairbanks, no Alasca, contraiu a doença. Após isso, foi registrado um total de setes casos de varíola do Alasca.

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Contudo, ninguém havia sido hospitalizado ou morrido por conta da enfermidade. Isso até o último mês, quando um homem, que não teve a identidade revelada, a contraiu e morreu em circunstância do problema.

- LEIA MAIS: Morte de idoso é a primeira confirmada por varíola do Alasca no mundo

Acreditava-se que os sintomas da doença eram geralmente leves, mas no homem foram severas. A Seção de Epidemiologia do Alasca, informou que ele era "um homem idoso da Península de Kenai com histórico de imunossupressão induzida por drogas", fator que pode ter agravado seu estado de saúde.

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Das sete pessoas que tiveram a doença, seis moravam no Distrito de Estrela do Norte de Fairbanks, onde ratos de cauda vermelha foram encontrados com o vírus. Apesar dessa possibilidade, ainda não há detalhes de como o homem contraiu o vírus.

Conforme as autoridades, o idoso vivia sozinho em uma área florestada, não havia viajado recentemente nem teve contato próximo com alguém que tivesse viajado recentemente.

Quando procurou atendimento médico, o homem afirmou aos profissionais de saúde que estava cuidando de um gato em sua casa e que o animal muitas vezes o arranhava, incluindo uma vez perto de sua axila direita, cerca de um mês antes de perceber que uma pápula vermelha havia se formado. O gato foi posteriormente testado para outros vírus orthopox, e todos os testes foram negativos, de acordo com o Departamento de Saúde. Ainda assim, autoridades de saúde disseram que era possível que o gato vadio pudesse ter sido a fonte do vírus.

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As autoridades de saúde acreditavam que havia possibilidade das garras do gato estarem contaminadas, carregando o vírus devido a arranhaduras em roedores. Inclusive, todos os pacientes da varíola do Alasca tinham um gato ou um cachorro.

O homem que morreu devido ao vírus procurou ajuda médica por conta do ferimento que sofreu na axila. Os profissionais de saúde prescreveram antibióticos ao paciente, mas não foram eficientes.

O homem foi hospitalizado em 17 de novembro porque a lesão havia afetado sua capacidade de mover o braço, e posteriormente foi transferido para um hospital nas proximidades de Anchorage, disseram autoridades de saúde. Enquanto estava hospitalizado lá, o homem disse estar sentindo uma "dor ardente", e foram encontradas quatro lesões semelhantes à varíola em todo o corpo. Especialistas também informaram que o vírus pode causar inchaço dos gânglios linfático ou articular.

O problema da vítima só foi descoberto após uma análise do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

Enquanto estava hospitalizado, autoridades de saúde disseram que ele começou a desenvolver feridas que demoravam a cicatrizar, desnutrição, insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória. Ele morreu no final de janeiro.

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