Criança é hospitalizada após suspeita de infecção associada a detergente da Ypê
Ela tinha um pequeno ferimento na mão e teria tido contato com o detergente antes do aparecimento dos sintomas

Uma menina de 10 anos precisou ser internada em Natal, no Rio Grande do Norte, após apresentar sintomas que levantaram suspeita de possível contaminação relacionada a um detergente da marca Ypê. O caso está sendo acompanhado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e segue sob investigação da vigilância epidemiológica.
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Segundo familiares, a criança começou a apresentar coceiras, manchas pelo corpo, dificuldade para respirar e problemas para caminhar nos últimos dias. A suspeita envolvendo o produto surgiu depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta sobre o recolhimento preventivo de lotes de detergente da marca com final “1”, devido à possibilidade de contaminação microbiológica.
De acordo com o padrinho da menina, Alisson da Silva, a criança tinha um pequeno ferimento na mão e teria tido contato com o detergente antes do aparecimento dos sintomas.
“Depois disso começaram as reações. Quando vimos o comunicado da Anvisa, passamos a desconfiar do produto”, afirmou.

A família informou ainda que o detergente utilizado na residência foi guardado e poderá passar por análise.
Antes da internação, a menina foi atendida em diferentes unidades de saúde. Inicialmente, ela permaneceu internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara, na Zona Norte da capital potiguar, sendo transferida posteriormente para o Hospital Infantil Varela Santiago.
Segundo a mãe, o quadro clínico é considerado estável e a criança já voltou a andar. Médicos identificaram uma infecção bacteriana, mas a origem do problema ainda depende dos exames em andamento.
O pai da menina, Lee Clarean da Silva, disse que a família aguarda respostas sobre o que provocou o quadro de saúde da filha.
“Quero apenas descobrir o que causou isso nela, independentemente de ter relação com o detergente ou não”, declarou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que a paciente recebeu atendimento adequado durante o período em que esteve na UPA. Já a Sesap afirmou que acompanha o caso em conjunto com a vigilância epidemiológica e destacou que, até o momento, não houve apreensão de produtos do lote investigado no estado.
A Ypê também se pronunciou sobre o caso. A empresa afirmou que os lotes considerados fora do padrão foram identificados internamente durante procedimentos de controle de qualidade e permaneceram em quarentena.
Segundo a fabricante, produtos com irregularidades confirmadas são descartados. A companhia declarou ainda que continua colaborando com a Anvisa e com as autoridades responsáveis pela investigação.
Informações: G1
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