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Coveiro que obrigou esposa a fumar crack e a torturou nua em cárcere é indiciado

Durante oito dias, a mulher foi privada de alimentação, obrigada a consumir crack, tomar banhos gelados e permanecer ajoelhada sobre grãos sem roupas

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Coveiro que obrigou esposa a fumar crack e a torturou nua em cárcere é indiciado
Autor Antes da chegada dos policiais, o suspeito tentou matar a companheira com golpes de faca, inclusive na região genital - Foto: Reprodução

Um servidor da Prefeitura de Divinópolis (MG), 44 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por tentativa de feminicídio, tortura, cárcere privado, divulgação de cena de nudez e dano contra a esposa, de 47 anos. O suspeito, que trabalha como coveiro em um cemitério municipal, permanece preso preventivamente. A conclusão do inquérito foi divulgada nesta quarta-feira (01).

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Segundo as investigações, a vítima foi mantida em cárcere privado por aproximadamente oito dias em um apartamento no bairro Padre Eustáquio. Durante o período, ela sofreu agressões físicas e psicológicas motivadas por ciúmes. A mulher foi privada de alimentação, obrigada a consumir crack, tomar banhos gelados e permanecer ajoelhada sobre grãos sem roupas.

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Um dos episódios de violência foi gravado pelo suspeito e compartilhado com outras pessoas para constranger a vítima. Em uma das tentativas de escapar, a mulher conseguiu deixar o apartamento enquanto o suspeito estava fora, mas foi alcançada nas proximidades e arrastada de volta para dentro da residência. A cena foi presenciada por um vizinho, que acionou a Polícia Militar (PM).

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Antes da chegada dos policiais, o suspeito tentou matar a companheira com golpes de faca, inclusive na região genital. A tentativa de feminicídio foi interrompida pela reação da vítima e pela chegada da PM, que efetuou a prisão em flagrante no dia 16 de junho. A prisão foi convertida em preventiva.

Conforme a delegada Francielly Sifuentes, responsável pelo caso, a mulher sofreu diversos tipos de violência. "Essa vítima sofreu todos os tipos de violência, com exceção da patrimonial. A física, a sexual, a emocional, a moral. Foi um pacote completo de violência e realmente foi um dos crimes mais graves que eu já trabalhei", afirmou.

Após ser resgatada, a mulher foi encaminhada para atendimento e recebeu acolhimento da rede de proteção às vítimas de violência doméstica. O inquérito foi conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Divinópolis e encaminhado ao Poder Judiciário.

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A Prefeitura de Divinópolis emitiu nota de repúdio ao crime e afirmou que aplicará as medidas cabíveis no âmbito administrativo. Confira na íntegra:

"A Prefeitura de Divinópolis manifesta seu mais veemente repúdio aos graves fatos envolvendo um servidor municipal, indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de tentativa de feminicídio, tortura, cárcere privado, divulgação de cena de nudez e dano.

A Administração Municipal reafirma que qualquer forma de violência contra a mulher é inadmissível e incompatível com os princípios que norteiam o serviço público. O Município acompanha o caso com atenção e respeita a atuação dos órgãos competentes na condução das investigações e do processo legal.

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Diante da gravidade dos fatos, a prefeita Janete Aparecida determinou, em conjunto com a equipe jurídica do Município, a elaboração de um projeto de lei que será encaminhado à Câmara Municipal com o objetivo de tornar o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) mais rígido em casos de indiciamento por crimes de extrema gravidade praticados por servidores públicos.

A proposta buscará reduzir a burocracia atualmente existente, permitindo que a Administração adote providências administrativas de forma mais ágil, sempre com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

A Prefeitura de Divinópolis reforça seu compromisso com a proteção das mulheres, a defesa dos direitos humanos, a ética na administração pública e a adoção de medidas que fortaleçam a responsabilidade e a integridade no serviço público".

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