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    Com aumento de internações, Prefeitura de SP abre 200 novos leitos de covid-19

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 19.11.2020, 13:29:00 Editado em 19.11.2020, 13:36:13
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    Com elevação nas internações, a Prefeitura de São Paulo decidiu abrir 200 novos leitos para casos suspeitos e confirmados de covid-19 na rede pública municipal. Uma das principais hipóteses da gestão Bruno Covas (PSDB) para justificar o aumento é o abandono por parte da população das medidas de distanciamento social e de uso de máscaras, especialmente entre as classes média e alta e os jovens.

    Há pouco mais de um mês, a capital paulista também fez uma série de novas flexibilizações da quarentena ao ingressar na fase verde do Plano São Paulo, de reabertura econômica.

    Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 19, o prefeito destacou que os números de casos e óbitos seguem estáveis na cidade, com o crescimento sendo observado exclusivamente na taxa de ocupação de leitos. Ele também atribuiu o aumento à redução na oferta de leitos exclusivos para pacientes do novo coronavírus na capital - que caiu de 31 para 19 a cada 100 mil habitantes -, motivada pela retomada de procedimentos não eletivos.

    Outro ponto destacado pela gestão municipal é a maior demanda de pacientes vindos de fora do município (eram 13% das internações por covid-19 em março, agora 20%). Nos últimos dias, o número de internados na rede municipal por covid-19 ultrapassou a marca de 900 pela primeira vez desde meados de outubro. O aumento se tornou mais perceptível há cerca de uma semana.

    Às 11 horas desta quinta-feira, a ocupação era de 45% da UTI e de 61% em enfermaria em leitos de covid-19 na rede pública. Na rede privada, a ocupação na UTI era de 76%, segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

    A ampliação de 200 leitos abrange os hospitais municipais da Brasilândia, na zona norte, de Parelheiros, no extremo sul, e Irmã Dulce (Bela Vista), na região central. Segundo Aparecido, não há a possibilidade de a Prefeitura reabrir hospitais de campanha.

    Na segunda-feira, 16, o governo do Estado admitiu pela primeira vez um aumento na média móvel de internações, com elevação de 18% em relação à semana epidemiológica anterior. Por esse motivo, decidiu adiar em duas semanas o anúncio de novas flexibilizações nos municípios paulistas. O aumento já havia sido reportado por hospitais privados dias antes.

    Covas reiterou que não há possibilidade neste momento de recuo nas medidas de flexibilização da quarentena na cidade, que permite o funcionamento de escolas, shoppings, bares, museus e outros espaços, sempre com ocupação restrita. "Não há nenhum número que indique qualquer necessidade de 'lockdown'", declarou. Porém, também disse que "não é o momento de ampliar a flexibilização."

    Para o prefeito, agora é o momento da população manter (ou retomar) a adesão aos protocolos de prevenção ao contágio do novo coronavírus. "A pandemia continua a existir, e a ser um desafio a ser enfrentado."

    Além disso, de acordo com Aparecido, não há a previsão de nova paralisação na realização de exames, consultas e procedimentos eletivos, como ocorreu na fase mais intensa da pandemia na cidade. Segundo dados do município de quarta-feira, 18, São Paulo totaliza 387.228 casos confirmados da doença, dos quais 14.066 resultaram em óbito.

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