Cotidiano

Cinco sintomas vasculares que podem surgir após a Covid-19; confira

O médico Josualdo Euzébio da Silva explica que problemas circulatórios podem ocorrer tanto na fase da doença quanto meses depois da Covid

Da Redação ·
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A doença possui impacto vascular significativo no organismo por causar lesão endotelial, que é a camada interna do vaso
fonte: Edição do Brasil
A doença possui impacto vascular significativo no organismo por causar lesão endotelial, que é a camada interna do vaso

A Covid-19 não está relacionada unicamente com doenças respiratórias, e pesquisas realizadas nos últimos tempos mostram que o novo coronavírus produz impactos vasculares significativos no organismo. O médico Josualdo Euzébio da Silva, especialista em cirurgia vascular e endovascular, explica que problemas circulatórios podem ocorrer tanto na fase da doença quanto meses depois da Covid.

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Já se sabe que a doença possui impacto vascular significativo no organismo por causar lesão endotelial, que é a camada interna do vaso. “Esta lesão pode causar dissecção deste vaso, inflamação do endotélio com comprometimento da circulação, tromboembolismo arterial e venoso, alteração da microcirculação e, consequentemente, uma repercussão em todo o organismo”, explica o médico.

Conforme Euzébio da Silva, a comunidade médica tem observado que problemas circulatórios podem ocorrer, tanto na fase da doença, quanto meses pós-Covid. “Algumas destas alterações podem ser tratadas com medicamentos e outras necessitam de tratamento cirúrgico”, afirma o médico.

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De acordo com artigo publicado pela revista científica norte-americana Circulation Research, o Sars-CoV-2 promove a hipercoagulabilidade do sangue, sobretudo por fomentar uma produção elevada de substâncias inflamatórias e de uma enzima chamada trombina, que participa do processo de coagulação. “As complicações circulatórias deste evento podem comprometer pulmões, coração, rins e cérebro. O tromboembolismo arterial e venoso e o comprometimento da microcirculação podem levar até mesmo a perda dos membros inferiores”, destaca o cirurgião.

O Dr. Euzébio da Silva esclarece que a principal complicação da trombose venosa é a embolia pulmonar, que ocorre quando um coágulo, ou parte dele, se desloca de uma veia até as artérias pulmonares. Os principais sintomas incluem dificuldade para respirar, muitas vezes acompanhada de tosse sem motivo aparente e dor súbita no peito, que piora quando a pessoa inspira profundamente.

Embora a trombose possa ser totalmente assintomática, o cirurgião vascular alerta para uma série de sintomas não respiratórios que devem receber atenção especial, por estarem relacionados à Covid-19. Confira:

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1 – Dores nos membros inferiores

Normalmente, o paciente sente dor no trajeto de alguma veia ou dor difusa na perna ou na coxa. O desconforto (que pode ser forte ou não) ocorre principalmente nas panturrilhas, podendo chegar até o pé e o tornozelo.

2 – Sensação de formigamento e queimação nas pernas

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O paciente pode sentir um calor quase insuportável na região ou um formigamento que pode subir até a virilha. Há também a possibilidade de sensação de pressão elevada, nos locais onde há varizes mais evidentes.

3 – Inchaço e rigidez na musculatura

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Muitas vezes, o próprio paciente nota essa sintoma, pela desproporção entre uma perna e a outra, assim como a rigidez na musculatura e até o aparecimento de vasos superficiais (varizes), não existentes anteriormente.

4 – Mudanças na cor da pele da região afetada

Nos casos de trombose venosa, a pele pode ficar avermelhada ou azulada. Isso acontece por conta da formação de coágulos sanguíneos em uma ou mais veias localizadas nas pernas. “Caso o paciente note a mudança de cor, é fundamental procurar ajuda rapidamente, pois isso pode sinalizar para um quadro grave da complicação”.

5 – Alterações na temperatura dos membros

Sintoma que pode aparecer em casos mais raros, caso a interrupção no trajeto do sangue ocorra em uma artéria, a área que fica sem recebê-lo torna-se esbranquiçada e gélida, alterando a temperatura da pele no local. “Este é outro cenário perigoso, que requer avaliação médica urgente”, finaliza Dr. Euzébio.


Informações SportLife.

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