Cotidiano

Campinas tem recorde de mortes; região transfere pacientes para capital paulista

Da Redação ·

A cidade de Campinas, no interior de São Paulo, registrou nesta terça-feira, 14, um novo recorde de mortes pelo novo coronavírus em um único dia. Foram 26 novos óbitos, elevando para o total de 481 mortes desde o início da pandemia. O recorde anterior era de 23 mortes no dia 23 de junho. A cidade tem ainda 27 óbitos em investigação, 409 pessoas internadas e 1.219 em isolamento domiciliar. A alta lotação hospitalar já levou municípios da região, que têm Campinas como referência, a transferir 128 pacientes para hospitais da Capital.

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O prefeito Jonas Donizette (PSB) considerou o dia "triste" e suspendeu as comemorações virtuais pelos 246 anos de Campinas. No mesmo dia, mais 286 moradores foram infectados, totalizando 12.247 pessoas contaminadas pelo vírus na cidade. O secretário da Saúde, Carmino de Souza, esclareceu que nem todos os óbitos aconteceram nas últimas 24 horas, embora o registro tenha se dado nesta terça. "Estamos chegando perto do começo da redução de casos, mas infelizmente hoje está sendo um dia triste para nós", reforçou.

Conforme a prefeitura, Campinas estava com 87,7% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a covid-19, chegando a 91,1% em leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda não precisou transferir pacientes para a Capital. Isso porque a cidade ainda tinha 50 vagas disponíveis para novas internações, sendo 22 delas no SUS.

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Como vários hospitais da cidade são referências regionais, outras cidades da região, como Sumaré e Jundiaí, já enviaram doentes para hospitais paulistanos. Desde o último dia 8, o Hospital de Campanha do Ibirapuera, na capital paulista, atende prioritariamente pacientes do Interior.

A medida foi adotada pelo governo estadual para melhorar a taxa de ocupação em regiões mais próximas da Capital, após a queda no número de casos de coronavírus na região metropolitana de São Paulo. A região de Campinas está na fase 1 (vermelha), a mais restritiva do Plano São Paulo, enquanto a Capital já chegou à fase 3 (amarela), permitindo a reabertura de bares, restaurantes e academias.

A região de Piracicaba também já pode transferir doentes para o hospital do Ibirapuera. A cidade recebeu 13 novos respiradores nesta segunda-feira, 13, mas a prefeitura reconheceu que, com o avanço da doença, podem faltar leitos. Nesta terça, foram registrados 152 novos casos e mais seis mortes. Agora, já são 4.885 casos confirmados, além de 977 suspeitos, e 136 óbitos, com outros seis em investigação.