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    Campinas (SP) registra 15 mortes em 24 horas; ocupação de UTIs chega a 88%

    Escrito por Da Redação
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    Em 24 horas, até a tarde dessa terça-feira, 16, foram registradas 15 novas mortes pelo novo coronavírus em Campinas, interior de São Paulo. Esse foi o pico diário de mortes na cidade desde o início da pandemia. Na terça-feira da semana passada tinham sido nove e, no último sábado, o número chegou a 12. O total de óbitos durante a pandemia chegou a 164, o mais alto do interior paulista, abaixo apenas de Santos, no litoral, que tem 229 mortes. O boletim epidemiológico da prefeitura de Campinas confirmou também 404 novos casos positivos, chegando a 4.392 pessoas infectadas. Há ainda 19 mortes em investigação.

    A cidade está na faixa laranja (2), de retomada gradual das atividades econômicas, mas com risco de regredir para a faixa vermelha (1), mais restrita. Conforme o secretário de Saúde, Carmino de Souza, houve um acumulado de óbitos, com um grande concentração em idosos, portadores de comorbidades. "O número de casos cresceu, como vem acontecendo nas últimas semanas, mas temos também um número importante de pessoas que se recuperaram e um aumento das internações", disse. Das Unidades de Terapia Intensiva exclusivas para o vírus, 88% estavam ocupadas.

    Outras cidades do interior também registraram picos no número de mortes. Em Jundiaí, foram confirmadas mais nove mortes pela doença na terça-feira, totalizando 129 óbitos pela covid-19. Conforme boletim da prefeitura, oito vítimas tinham mais de 60 anos e eram portadoras de comorbidades. A nona vítima, uma mulher de 56 anos, tinha diabetes e obesidade. Com 250 novos casos, o número de infectados chegou a 2.262. Piracicaba contabilizou mais cinco óbitos, chegando a 58. Em Sorocaba foram mais quatro, totalizando 84, e Limeira também teve outros quatro, subindo para 30.

    Em Marília, pela primeira vez foram confirmados três óbitos em um dia. A cidade passou a ter sete mortes pela covid-19. A sétima vítima é a terceira da mesma família. Zélia Rosa de Oliveira, de 41 anos, já tinha perdido a mãe, de 74, e uma irmã de 49 anos para a doença. Três irmãos dela pegaram o vírus, mas se recuperaram. Também morreu uma jovem de 18 anos que já tinha perdido a avó para a doença. A irmã da vítima está internada em estado grave.

    A letalidade da doença também se manifesta em pequenas cidades. Estrela D'Oeste, com 8.642 habitantes, confirmou as três primeiras mortes nesta terça-feira. Uma das vítimas era moradora de um asilo. A cidade tem 35 casos confirmados da doença. Em Gastão Vidigal, com 4.585 habitantes, foi confirmado o sétimo óbito e o número de casos subiu para 36. Conforme a Secretaria da Saúde, dos 645 municípios paulistas, 311 já registram ao menos um óbito pelo novo coronavírus.

    Abertura de atividades econômicas

    O alto número de mortes no interior acontece no momento em que as prefeituras enfrentam pressão dos moradores para reabrir as atividades econômicas. Três regiões - Presidente Prudente, Barretos e Ribeirão Preto - foram rebaixadas da faixa amarela (3) para a vermelha (1), de maior restrição, devido principalmente ao aumento no número de casos e na ocupação de leitos hospitalares. Em Barretos, a prefeitura manteve o comércio aberto, mas a Justiça mandou fechar. Em Presidente Prudente, a prefeitura ameaça recorrer à Justiça para sair da faixa mais rígida.

    Na terça-feira, prefeitos da região de Prudente se reuniram com representantes do governo no Palácio dos Bandeirantes, na capital, para questionar os critérios. "O governo entende a necessidade de retomada da atividade econômica, mas precisamos agir de forma gradual para que não tenhamos um surto da doença no interior", disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

    Os prefeitos reclamaram da baixa capacidade hospitalar da região, pedindo mais leitos para evitar que o sistema de saúde entre em colapso. Segundo Vinholi, a região será fortalecida com a chegada de novos respiradores para a criação de leitos de UTI.

    Na região de Barretos, o Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Rio Grande (Codevar) emitiu nota nesta terça-feira esclarecendo que não orienta seus municípios a descumprirem as regras do Plano São Paulo de enfrentamento da pandemia. Os municípios estão na faixa vermelha do plano. No dia anterior, a prefeitura de Barretos havia informado que, por decisão do Codevar, as cidades manteriam o funcionamento do comércio por não concordar com a nova classificação.

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