Cotidiano

Buscas por Dom e Bruno chegam ao 10º dia: o que se sabe até agora

De acordo com informações da Polícia Federal, as buscas continuam em diversas frentes nesta terça-feira (14/6)

Da Redação · GoogleNews

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O jornalista inglês e o indigenista viajaram em 3 de junho até um posto de vigilância indígena próximo a uma localidade chamada Lago do Jaburu
fonte: Reprodução
O jornalista inglês e o indigenista viajaram em 3 de junho até um posto de vigilância indígena próximo a uma localidade chamada Lago do Jaburu

As buscas pelo jornalista inglês Dom Phillips e pelo indigenista Bruno Araújo Pereira entram no 10º dia. Além da falta de desfecho sobre o que aconteceu com a dupla, o conflito de versões desencadeia uma série de reações e deixa familiares e amigos perplexos.

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A Polícia Federal concentra os esforços em áreas próximas ao Rio Itaquaí, onde objetos pessoais dos desaparecidos foram encontrados. O Brasil e o mundo acompanham com espanto o desenrolar do sumiço.

De acordo com informações da Polícia Federal, as buscas continuam em diversas frentes nesta terça-feira (14/6). O último contato com os dois profissionais ocorreu no domingo, 5 de junho. O sumiço foi na reserva indígena Vale do Javari, no Amazonas.

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As buscas ao indigenista e ao jornalista reúnem a Polícia Federal, o Exército, a Marinha e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

“Além dos esforços concentrados no referido local, as buscas continuaram em outras áreas do Rio Itaquaí, e as investigações continuam sendo realizadas de forma técnica, sem que esforços materiais e humanos sejam poupados para a completa elucidação dos fatos”, frisa a Polícia Federal.

Veja, a seguir, o que se sabe sobre o desaparecimento de Dom e Bruno:

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O jornalista inglês e o indigenista viajaram em 3 de junho até um posto de vigilância indígena próximo a uma localidade chamada Lago do Jaburu. 

Dom Phillips é um jornalista colaborador do veículo britânico The Guardian e trabalha em um livro sobre meio ambiente, com apoio da Fundação Alicia Patterson. 

Bruno é considerado um dos indigenistas mais experientes da Fundação Nacional do Índio (Funai). No órgão desde 2010, ele foi coordenador regional da Funai de Atalaia do Norte por cinco anos. 

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O indigenista sofria ameaças por combater a exploração ilegal e a invasão de terras indígenas. 

Os dois se deslocaram com o objetivo de visitar a equipe de vigilância indígena que fica próxima ao Lago do Jaburu. O jornalista pretendia fazer algumas entrevistas com integrantes da comunidade que reside no local. 

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Eles viajavam com uma embarcação nova, de 40 cavalos, e 70 litros de gasolina – combustível suficiente para a viagem. O último contato ocorreu em 5 de junho. 

Eles desapareceram enquanto faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte. 

A lancha de Amarildo da Costa de Oliveira foi vista perseguindo o barco do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Ele teria ameaçado Bruno.

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Policiais militares prenderam Amarildo da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como Pelado, no dia 7 de junho. No momento da prisão, o suspeito portava armas e munição de uso restrito. 

A Polícia Federal realiza testes com luminol na lancha de Pelado, para identificar possível material genético e digitais na embarcação. 

A Polícia Federal investiga se estômago encontrado boiando no Rio Javari é humano.

Uma mochila com objetos iguais aos do jornalista e do indigenista foi achada no domingo (12/6). 

De acordo com a esposa de Dom, Alessandra Sampaio, as equipes de buscas teriam localizado os cadáveres dos dois homens. As informações teriam sido repassadas pela Embaixada Brasileira em Londres.

 O jornal britânico The Guardian, do qual Dom é colaborador, noticiou que os irmãos dele também foram informados sobre a suposta descoberta de dois corpos “amarrados a uma árvore em floresta remota”. 

A Polícia Federal negou que tenha encontrado os corpos. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) afirma que Dom e Bruno continuam desaparecidos. 

A Polícia Federal concentra os esforços em áreas próximas ao Rio Itaquaí, onde objetos dos desaparecidos foram encontrados.