Cotidiano

Buscas por desaparecidos após deslizamentos na Grande SP continuam

Da Redação ·

As buscas por desaparecidos por causa dos deslizamentos de terra na Grande São Paulo continuam apesar da continuidade das chuvas na região. Em Franco da Rocha, uma das cidades mais atingidas, sete pessoas ainda não foram encontradas, disse André Elias, capitão do Corpo de Bombeiros de São Paulo, em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta quarta-feira, 2.

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"A chuva aumenta o risco; atrasa o trabalho, visto que o solo encharcado oferece possibilidade de novos deslizamentos; mas a gente não para", frisou. Para ele, a expectativa de encontrar os desaparecidos com vida é pequena. "A terra como fluido acaba invadindo todos os espaços, as chances de sobrevida de alguém que poderia estar naquele local diminui. Não podemos descartar, mas é muito difícil", lamentou.

Nesta madrugada, o Corpo de Bombeiros encontrou três novos corpos em Franco da Rocha, vítimas dos deslizamentos. As pessoas ainda não foram identificadas. Com os novos registros, a cidade registra 11 óbitos, maior número da tragédia.

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Até o momento, pelo menos 27 pessoas morreram em decorrência das intensas chuvas que atingiram a região. Oito crianças estão entre as vítimas. Elias alertou ainda para a possibilidade de novos incidentes. "Principalmente nos locais que ocorreram os desmoronamentos".

Conforme dados compilados pelo Estadão, mais de 132,3 mil imóveis estão em áreas classificadas como de alto e muito alto risco para deslizamentos e enchentes na região metropolitana de São Paulo.

Entre os locais sinalizados como de risco elevado estão alguns dos mais atingidos nas recentes chuvas, como em Embu das Artes - com 278 edificações em área de "muito alto risco" para deslizamentos - e Franco da Rocha, apontada como local de "alto risco" para "escorregamento" em uma área com 47 imóveis, no bairro Parque Paulista.

Porém, os municípios com mais imóveis em áreas de alto e muito alto risco são: Santo André (17,5 mil), Guarulhos (15,7 mil), São Bernardo do Campo (15,1 mil), Mauá e Mogi das Cruzes (ambos com 10,4 mil), Itapevi (8,2 mil) e Itaquaquecetuba (7,4 mil). Os locais nestas situações abrangem residências, comércios e estabelecimentos de serviços.