Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Ataque em escola de SP: 'Vai acontecer de novo, só não se sabe onde', diz especialista

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Casos como o da Thomazia Montoro começaram a aparecer no Brasil nos anos 2000 e se intensificaram recentemente. Telma Vinha, que pesquisa violência nas escolas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz que não há política pública no Brasil para prevenir ataques. "Vai acontecer de novo, só não se sabe onde."

Como a senhora analisa a alta nesses casos no Brasil?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Acende um alerta muito grande porque a gente sabe que vai acontecer de novo. Só não sabe onde. Antigamente esses casos aconteciam muito mais devido a bullying, sofrimento, agressão. Isso permanece, mas atualmente são muito mais movidos por uma radicalização da juventude. A gente classifica os ataques em dois tipos: o primeiro são os motivados por vingança, raiva, que é o que aconteceu em São Paulo. Mas todos têm planejamento. É algo que a pessoa volta para mostrar do que é capaz, para se vingar. Existe premeditação, planejamento, que geralmente é aprendido na internet. O outro tipo de ataque tem também sofrimento na escola, mas é cometido por usuários de uma cultura extremista. Tem o objetivo de fazer o maior número de vítimas.

E é estimulado em plataformas e jogos da internet?

Eles fazem parte de uma articulação de uma espécie de comunidade mórbida. Isso está no Twitter, WhatsApp, Tik Tok, Discord. Eles são cooptados em jogos, por exemplo, e vão para várias plataformas que ensinam ataque. Também entram nas chamadas TCC, que significa true crime community (comunidade de crime real). São subcultura online, com células fascistas. Não é simples de resolver. Não adianta dizer que o pai tem de acompanhar a internet.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o que é possível fazer?

Uma das coisas que se vê é o problema de flexibilização das armas, que favorece muito a letalidade. Outra coisa são as plataformas da internet: elas têm de ser responsabilizadas.

Muitos anunciam os ataques na internet...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Exatamente. E quando esses meninos anunciam antes, geralmente é sério. Não pode ignorar. Mas, voltando às recomendações, é preciso fechar essas academias e institutos mirins militares, que oferecem a aula de curso de tiro. Além disso, é preciso fortalecer e ampliar serviços de saúde mental. E também é importante a mídia não divulgar informações sobre o assassino, porque as comunidades mórbidas, cada vez que ocorre isso, comemoram, valorizam.

E nas escolas, que trabalho precisa ser feito?

A gente sabe que aumentar a vigilância e a segurança na escola não funciona. Em Barreiras, Bahia, aconteceu em uma escola cívico-militar. As escolas precisam melhorar a qualidade da convivência porque, em todos os casos, têm um sofrimento na escola, todos. Não existe saída simples, mas existe um conjunto de ações possíveis de serem feitas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como os professores devem agir?

Os professores são admiráveis, mas não adianta se não tiver uma política, um planejamento, intencionalidade de transformação. Se os primeiros conflitos fossem resolvidos do jeito certo e não ignorados pela escola ou punidos, isso poderia ser diferente.

Do ponto de vista da segurança, o que é indicado?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aumentar a inteligência da polícia, o monitoramento de redes. Por exemplo, se tem alguém suspeito, você precisa de um canal para denunciar. Hoje você denuncia para a polícia do bairro, eles não têm a menor ideia de como fazer, como investigar esse tipo de coisa na internet.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline