Cotidiano

Anestesista preso por abuso é hostilizado por outros presos no Bangu 8

Os detentos começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista

Da Redação ·
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O anestesista passou por uma audiência de custódia nessa terça-feira e, na sequência, foi levado para o Bangu 8
fonte: Reprodução/TV Globo
O anestesista passou por uma audiência de custódia nessa terça-feira e, na sequência, foi levado para o Bangu 8

A chegada do médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra ao Bangu 8, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro, foi marcada por tensão. Assim que chegou no local, depois de passar por uma audiência de custódia, nessa terça-feira (12), ele foi recepcionado pelos outros presos com um protesto.

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De acordo com as informações da TV Globo, os detentos começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista. 

Giovanni Quintella foi enviado para o local por ser a cadeia que recebe presos com curso superior, mas ainda assim ficará em uma cela sozinho.

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Além de ter sido filmado estuprando uma mulher na mesa de parto, ele é investigado por mais cinco possíveis atos como este cometidos no nas unidades em que trabalhou, entre elas o Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.

Detalhes sobre o caso 

A Polícia Civil (PC) realizou a prisão de um médico anestesista na madrugada desta segunda-feira (11) pelo crime de estupro. De acordo com as informações das autoridades, havia um celular escondido na sala de cirurgia do Hospital da Mulher, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, que flagrou Giovanni Quintella Bezerra colocando o pênis na boca da paciente, que estava dopada para o nascimento do bebê. 

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A gravação foi feita pelas enfermeiras que trabalham na unidade, pois elas desconfiaram da quantidade de sedativo usada pelo anestesista em outras ocasiões e da movimentação dele próximo à paciente. 

No vídeo, a gestante aparece deitada e inconsciente durante o parto. Do lado direito do lençol, sempre usado em cesarianas, Giovani aparece colocando seu órgão genital para fora e introduzindo na boca da paciente. O ato dura dez minutos.

Do outro lado do lençol, a menos de um metro de distância, está a equipe médica trabalhando no nascimento do bebê.

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A Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro afirmou, por meio de uma nota, que está prestando todo apoio à vítima e sua família. 

"Esse comportamento, além de merecer nosso repúdio, constitui-se em crime, que deve ser punido de acordo com a legislação em vigor".

Com informações do g1.

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