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    Alta na ocupação de leitos e variantes do vírus fazem BH fechar comércio

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 06.03.2021, 11:40:00 Editado em 06.03.2021, 11:47:21
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    Depois de ultrapassar 80% de ocupação de leitos para tratamento de covid-19 nesta sexta-feira, 5, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou o fechamento, a partir das 14h deste sábado, 6, de todo o comércio da cidade, exceto estabelecimentos considerados essenciais, como supermercados, açougues e padarias. A internação de quatro crianças com menos de seis infectadas pelo vírus também colocou as autoridades locais em alerta. "Voltamos à estaca zero", afirmou o prefeito Alexandre Kalil (PSD), durante o anúncio da medida.

    A equipe de epidemiologistas do município informou já haver a confirmação da circulação de três novas cepas do novo coronavírus na cidade. A P1 (variante de Manaus) P2 (identificada inicialmente no Rio) e a B.1.1.7 (a britânica). "Mais do que nunca é importante manter as medidas de distanciamento social, higienização das mãos e o uso de máscaras", diz o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado. Estudos preliminares apontam que algumas das novas cepas do coronavírus podem ser mais facilmente transmissíveis.

    A ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva para covid-19 em Belo Horizonte passou de 74,4% nesta quinta-feira, 4, para 81% nesta sexta-feira. "Não vamos esperar a segunda-feira para fechar. Essa doença está vindo por hora, e não por dia", declarou o prefeito. Segundo um dos integrantes do comitê covid-19 da prefeitura, grupo encarregado de adotar medidas para o controle da doença, Estevão Urbano, este é o pior momento da pandemia. "Estamos em um voo cego. Ninguém sabe exatamente o que está acontecendo", disse.

    Sob o argumento dos riscos à economia, o presidente Jair Bolsonaro tem sido forte opositor das medidas de lockdown desde o início da crise sanitária, embora essa seja a recomendação dos especialistas para frear o vírus em cenários de transmissão descontrolada. Na semana passada, ele chegou a ameaçar o não pagamento do auxílio emergencial aos governadores que fechassem o comércio, o que motivou reação dos gestores estaduais.

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