Cotidiano

Alta de gasolina provoca adulteração de combustível

Com a alta, quadrilhas viram vantagens em vender combustível com percentual maior de álcool.

Da Redação ·
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Alta de gasolina provoca adulteração de combustível

Um levantamento realizado pelo portal Metrópoles aponta que a disparada nos preços dos combustíveis também aumentou a quantidade de casos de gasolina adulterada na cidade de São Paulo.

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Em entrevista ao portal, o delegado Antônio José Pereira, chefe da Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Consumidor afirma que com a alta do combustível, quadrilhas viram mais vantagens em vender combustível com percentual maior de álcool.

De acordo com o delegado, só neste ano já foram instaurados 58 inquéritos contra donos de postos de combustíveis na capital paulista. Esse levantamento considera somente casos em que houve constatação pericial de combustível adulterado.

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Em todo o ano passado, a delegacia tinha instaurado 35 inquéritos contra postos em que houve adulteração constatada de combustíveis, o que mostra um aumento de 66% no número de inquéritos neste ano.

Conforme determina a ANP e a legislação do setor, a gasolina comum é considerada adulterada não só quando há adição indevida de água ou solvente, mas também quando há acréscimo de álcool anidro em porcentual superior aos 27% permitidos de mistura.

A gasolina já é vendida a mais de R$ 7 por litro na cidade de São Paulo. Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), em outubro do ano passado a gasolina não custava mais de R$ 5 na capital paulista.

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Neste ano, a delegacia já fez operações de fiscalização em 235 postos de combustíveis na capital de São Paulo – na maioria, em parceria com a ANP.

Ainda que a polícia receba denúncias e a ANP também, o delegado avalia que tecnologias obtidas por criminosos dificultam o flagrante da mistura indevida de álcool.

Isso porque já foram flagrados casos em que um funcionário usava controle remoto para diminuir ou aumentar a mistura de álcool nas bombas.

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“É muito difícil ter flagrante. Normalmente o funcionário guarda um controle no bolso que controla a mistura de álcool”, explica o delegado.

Na opinião do policial, a pena para esse tipo de crime também não coíbe que seja praticado. Isso porque a punição para adulteração de combustíveis, ou mistura de álcool em percentual acima do permitido, é de até cinco anos de detenção em regime semiaberto.

“Adulteração de combustível dá lucro maior do que o tráfico de drogas. Mas no tráfico o criminoso vai para a cadeia em regime fechado. Normalmente a pena de adulteração não ultrapassa cinco anos de detenção”, afirma o delegado.

Reportagem do Metrópoles.