Cotidiano

Grupos de Curitiba realizam ‘vaquinha virtual’ para ajudar profissionais do sexo durante pandemia

Da Redação ·
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Grupos de Curitiba realizam ‘vaquinha virtual’ para ajudar profissionais do sexo durante pandemia

Grupos que trabalham em prol da proteção de profissionais do sexo lançaram uma vaquinha online chamada ‘Puta Ajuda’, com o objetivo de arrecadação de fundos para garantir renda as mulheres que se prostituem.

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A presidente do Grupo Liberdade Curitiba, Carmem do Rocio Costa da Silva, explicou que a inciativa surgiu no momento que as profissionais procuraram os grupos para pedir ajuda. Os relatos eram sobre a falta de dinheiro para pagar as hospedagens onde moram e proporcionar o sustento das famílias.

“Me falaram desta vaquinha e fui procurar. O objetivo é arrecadar fundos para ajudar, pelo menos, no básico do básico. Nós estamos vendo as profissionais que não podem ir trabalhar e estão desesperadas para que possam, ao menos, sustentar os filhos”, pontuou.

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Carmem relembra a época que o mundo conheceu o vírus HIV. A presidente fez um paralelo importante com o inicio da década de 90. Naquele tempo, muitas pessoas morreram em decorrência do desconhecimento do perigo da doença.

“Quando surgiu o vírus do HIV, nós vimos estas profissionais morrerem na sarjeta, sem família e amigos, sem tratamento e orientação sobre o que era o vírus. A gente presenciou muitas coisas e vimos estes profissionais abandonados por todos, só esperando a morte chegar. Nós não queremos esta realidade de novo no Brasil”, pontuou.

A presidente explicou que muitas das profissionais trabalham no anel central de Curitiba e ressaltou que a ideia não foi só do Grupo Liberdade, mas também, do Grupo Esperança. O Grupo Esperança lida com as mesmas questões do Grupo Liberdade, mas, voltadas as pessoas cis e trans. As ONGs realizam orientações em temas como: prevenção, saúde com qualidade, direitos humanos, resgate da cidadania, preconceito e estigmas do trabalho.

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Carmem também mencionou que a preocupação não é apenas voltada para os profissionais que estão na rua.

“A minha preocupação é tanta com as mulheres que trabalham no anel central de Curitiba, mas, eu não posso deixar de falar com as outras que trabalham em casas de massagens, apartamentos e botes. A gente sabe que tem muitas casas que não pararam e obedeceram as normas dos profissionais de saúde para realizar o isolamento social”, pontuou.

A presidente aproveitou o momento para fazer o pedido de união de todos que se simpatizarem pela situação e afirmou que está disposta a lutar pela população de profissionais do sexo, visto que, não há apoio de outros grupos sociais pela promoção da causa em questão.

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“Envolve toda uma nação, a população brasileira e também a nível mundo. Neste momento, independente de classe social, raça, cor e credo temos que unir forças para que tudo de certo e que a gente continue com o item mais importante que temos: a vida”, finalizou.

DOAÇÕES

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A meta é arrecadar R$ 10 mil para comprar comida e garantir o isolamento dessas mulheres em lugares seguros. Quem quiser ajudar pode doar qualquer valor no site. Para isto, clique aqui.

Além disto, as doações de alimentos e kits de higiene pessoal podem ser feitas na sede do Grupo Liberdade. O endereço é na Travessa Tobias de Macedo, 53 – sala 04/2º andar, Centro de Curitiba.

Há também a possibilidade de fazer as doações na conta da ONG.

Banco: Caixa Econômica Federal

Agência: 0370

Conta: 17628

(Banda B)

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