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CCJ discute nesta terça-feira (17) projeto que trata de cargos das instituições de ensino superior

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Os deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná retomam nesta terça-feira (17), a partir das 13h30, o debate sobre o projeto de lei 3/2020, do Poder Executivo. A proposta regulamenta cargos em comissão e as funções gratificadas de direção, chefia e assessoramento das sete Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) e dos hospitais universitários. Conforme o Governo, as mudanças administrativas vão garantir estabilidade para as gestões e extinguem vácuos interpretativos, além de propor enxugamento de 614 cargos, com economia anual de R$ 6,2 milhões aos cofres públicos.

O texto enquadra as simbologias CC-GR e FGs às concepções DA (Direção e Assessoramento) e FA (Função Acadêmica) e tem como parâmetro os valores praticados nas diversas estruturas do Executivo. Os novos valores de DA variam entre R$ 1.487,58 a R$ 4.410,15, enquanto as gratificações FA vão de R$ 606,45 a R$ 1.487,58. Está também sendo criada a Gratificação de Responsabilidade Acadêmica (GRA), que se aplica de modo exclusivo a docentes que assumirem, por exemplo, a responsabilidade de Chefe de Departamento e de Coordenador de Curso de Graduação e de Programas de Pós-Graduação stricto sensu. O projeto de lei altera dispositivos da Lei estadual 16.372/2009. Está sendo estabelecida uma padronização dos cargos existentes nas universidades estaduais, explicou o deputado Tiago Amaral (PSB), vice-líder do Governo, relator do projeto. Ele já apresentou relatório favorável. Porém, pedido de vista formulado por diversos deputados adiou a votação do parecer.

Idosos – Duas proposições relacionadas aos direitos dos idosos estão em pauta. Um é o PL 585/2019, dos deputados Luciana Rafagnin e Arilson Chiorato, ambos do PT. A proposição propõe alterações na Lei estadual nº 19.252/2017, que trata da promoção dos direitos dos idosos. O propósito dos autores é incentivar e garantir o abrigamento de idosos em situação de vulnerabilidade social, com a criação, por exemplo, de casas de convivência. A proposta já recebeu parecer favorável do relator, deputado Tião Medeiros (PTB). Entretanto, o deputado Homero Marchese (PROS), solicitou um prazo maior para analisar a matéria (pediu vista).

Deve ser votado ainda o projeto de lei 700/2019, do deputado Arilson Chiorato. O PL obriga a reserva de 20% das vagas ociosas das universidades estaduais para a população idosa. O relator, deputado Hussein Bakri (PSD), líder do Governo, apresentou relatório contrário a medida. Na sequência, o deputado Tadeu Veneri (PT), manifestou voto em separado, apoiando o PL. E um pedido de vista formulado por todos os deputados da Comissão adiou a votação da proposta.

Meio ambiente – O projeto de lei 786/2019, do deputado Tião Medeiros (PTB), dispondo sobre os critérios e diretrizes gerais do licenciamento ambiental no estado do Paraná, disciplinando suas modalidades, estudos ambientais, bem como procedimentos, volta também a ser debatido. O relator, deputado Tiago Amaral, já opinou favoravelmente. No entanto, o deputado Evandro Araújo (PSC), que havia pedido vista em reunião anterior, apresentou na última reunião da CCJ voto em separado contrário. Argumenta que a matéria ofende artigos da Constituição do Estado, leis estaduais e federais.

O deputado Tião Medeiros divergiu dizendo que a intenção é organizar o processo do licenciamento. Segundo ele, o projeto busca harmonizar as ações administrativas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), estabelece definições, responsabilidades e diretrizes gerais para o licenciamento ambiental de atividades no estado. A finalidade é aumentar a transparência, modernizar e dar eficiência aos procedimentos. Disse ainda que a proposição visa fornecer mais agilidade ao licenciamento ambiental, mais segurança ao empreendedor e a quem quer construir.

Também diminui os prazos dos intervenientes, que são aqueles que se manifestam durante o processo, e cria figuras novas como auto licenciamento, explicou o autor. Na ocasião, diversos outros parlamentares, igualmente, se manifestaram. Pedido de vista ao voto em separado de Araújo, formulado pelo deputado Paulo Litro (PSDB), adiou a votação da matéria.

Recadastramento – Volta a ser discutido nesta reunião o projeto de decreto legislativo 1/2020 que anula o processo de recadastramento e validação de descontos facultativos consignados em folha de pagamento, relativos às mensalidades de cooperativa de crédito mútuo de servidor público, associação assistencial e sindicato, determinado pelo Governo do Estado através do decreto 3.808/2020. O deputado Tadeu Veneri (PT), um dos autores do PL, explicou que a intenção é invalidar essa medida tomada pelo Governo.

Segundo Veneri, o decreto governamental provocou apreensão entre o funcionalismo público. Ele disse que além de afetar a organização sindical, a medida pode provocar a interrupção de assistência à saúde e outros serviços contratados pelas entidades. O projeto é assinado também pelos deputados Boca Aberta Junior (PROS), Goura (PDT) e Anibelli Neto (MDB). O PL recebeu parecer favorável do relator, deputado Evandro Araújo (PSC). Mas, pedido de vista formulado pelos deputados Paulo Litro (PSDB) e Delegado Jacovós (PL) adiou a votação da matéria.

Em razão das medidas adotadas pela Comissão Executiva da Assembleia Legislativa de prevenção ao coronavírus (leia mais), a sessão da CCJ será fechada ao público externo, sendo permitida a presença apenas dos deputados e assessores da Comissão.

Ao vivo - A reunião da CCJ acontece no Auditório Legislativo e pode ser acompanhada ao vivo pela TV Assembleia e redes sociais. Mais informações sobre os projetos discutido estão disponíveis no site da Assembleia (http://www.assembleia.pr.leg.br/). É só clicar no link “Pauta da CCJ”.

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