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    Instituto Água e Terra orienta sobre o resgate de animais silvestres

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    Escrito por Agência de notícias do Paraná
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    O aparecimento de animais silvestres em áreas urbanas e rurais está cada vez mais frequente. O Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental responsável pela gestão de fauna no Estado, orienta a população como proceder nesses casos. Muitas vezes, eles não estão em perigo ou abandonados. É preciso analisar a situação para evitar um resgate desnecessário, impedindo que o animal retorne ao local de origem, geralmente próximo de onde foi encontrado.

    Alguns animais saem para caçar ou procurar outros tipos de alimentos e acabam deixando seus filhotes sozinhos, ausência que pode durar algumas horas ou até mais de um dia. O período da primavera é crítico para os filhotes, principalmente para aves, que estão em época de reprodução.

    “Com os fenômenos meteorológicos, como vendavais e chuvas, ou biológicos, como a competição por alimentação e treino de voo, entre outros, alguns filhotes acabam caindo dos ninhos e, muitas vezes, a mãe está próxima, observando e protegendo este filhote. Por isso, é importante analisar por alguns instantes o contexto”, explica a bióloga e chefe do Setor de Fauna do Instituto Água e Terra, Paula Vidolin.

    Quando os animais silvestres aparecem em residências, ou estão em situação de ameaça ou machucados, precisam de ajuda humana. É recomendado verificar se ao redor existe área com mata, possivelmente da qual ele tenha saído e, também, se está ferido.

    Caso ele esteja saudável e a pessoa localize o possível lugar de origem, pode-se usar objetos como uma vassoura para removê-lo delicadamente ou oferecer frutas para atrai-lo de volta ao seu habitat. Se constatar que ele está ferido ou debilitado é necessário guiá-lo até uma caixa de papelão perfurada e encaminhá-lo a um órgão ambiental competente.

    Técnicos da Fauna do IAT orientam a população por telefone – (41) 3213-3465, assim como nas unidades regionais do instituto e outros órgãos ambientais.

    SEGURANÇA - A coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, Yara Barros, ressalta que a aproximação vai depender do tipo de animal. Em casos de extremo perigo, como aparecimento de felinos, a recomendação é entrar em contato com os órgãos ambientais para que tomem as providências necessárias.

    Ela reforça que tão fundamental como garantir a própria segurança é a reflexão sobre a necessidade do resgate. “Quem resgata geralmente o faz com a melhor das intenções, para salvar o animal, mas muitas vezes isso pode ser prejudicial. Por isso, é importante, antes de qualquer coisa, entrar em contato com uma autoridade ambiental”, alerta Yara.

    CONVÊNIO – Em Curitiba, o Instituto Água e Terra firmou um convênio com a prefeitura para o recebimento dos animais silvestres. Agora, invés de serem encaminhados às sedes IAT na Capital, são recepcionados pelo corpo técnico da prefeitura, em uma estrutura mais adequada, no Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs), anexo ao Museu de História Natural, no Bairro Capão da Imbuia. Lá, passam por uma triagem que verifica as condições de saúde e se estão aptos a voltar para a natureza.

    Casos mais complexos, que necessitem de internamento ou procedimentos cirúrgicos, são encaminhados ao Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

    Existem outros Cafs no Estado e há perspectiva de instalação de novos centros, ampliando o atendimento da fauna silvestre regionalmente. Até que as parcerias se concretizem, as demais regionais do IAT pelo Estado recebem os animais normalmente. O instituto é responsável por fazer a destinação correta dos animais, seja para a natureza ou para empreendimentos de fauna devidamente licenciadas.

    CAMPANHA – O Instituto Água e Terra apoia a campanha Deixe o Bicho no Mato, lançada pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). A campanha conscientiza que quando um filhote é resgatado da natureza, a mãe é privada de cuidar dele, que pode perder a chance de uma vida livre.

    Quando o animal encontrado não corre perigo é necessário assegurar também que outras pessoas, cães domésticos, veículos ou maquinários não se aproximem, o que aumenta as chances da mãe retornar e levá-lo para local seguro.

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    Jornal da Tribuna 2ª Edição - 07/07/20

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