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Escolas do Paraná realizam ações de combate à dengue

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Uma série de ações acontece junto aos alunos e à comunidade escolar para promover a conscientização sobre o combate aos focos do mosquito e sobre os sintomas da doença. São exemplos escolas de Lunardelli, Morretes e Querência no Norte.

As escolas estaduais estão realizando uma série de ações junto aos alunos e à comunidade escolar para promover a conscientização sobre o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti e orientar corretamente sobre os sintomas da dengue. O mais recente boletim divulgado pela Secretaria da Saúde registra 44.441 casos confirmados de dengue no Paraná, número que leva a situação no Estado ao patamar de epidemia.

No Colégio Estadual Geremia Lunardelli, no município de Lunardelli, o mês de fevereiro foi dedicado à conscientização sobre os perigos da dengue, que pode levar à morte. Entre os trabalhos desenvolvidos, destaque para o monólogo intitulado Combate à dengue, criado pela estudante Sofia de Souza, do 8º ano do Ensino Fundamental.

No monólogo, gravado em vídeo e disponibilizado na plataforma YouTube, a estudante interpreta um discurso póstumo de uma vítima fatal da dengue. “Ninguém entendeu muito bem que a dengue mata. Eu, como outras pessoas, parti por causa da picada de um mosquito. Adoeci pelo descuido do ser humano, que não se preocupou com pequenos cuidados de prevenção”, diz o texto.

CRIATIVIDADE – Na Escola Estadual Vereador Dionel Charello, em Morretes, no Litoral do Paraná, os estudantes confeccionaram quebra-cabeças com a temática de como acabar com os criadouros do mosquito, elaboraram panfletos sobre o ciclo de vida do mosquito e participaram de um bate-papo sobre prevenção e os sintomas da dengue.

De acordo com a pedagoga Juliana dos Santos, os professores trabalham a temática da dengue em todas as turmas da escola todos os anos, mas nesse verão, devido ao aumento do número de casos, foram elaboradas atividades diferenciadas, para provocar mais interesse e curiosidade dos alunos e estimular que repliquem as informações também em suas casas, para suas famílias.

A estratégia surgiu efeito. O estudante Guilherme Oliveira, do 8º ano do Ensino Fundamental, conta que, na sua casa, as lições aprendidas na escola foram colocadas em prática. “Precisamos prestar atenção em casa, na escola, em todos os lugares. Em casa, lavamos o pote de água dos cachorros todos os dias, tiramos os pratos dos vasos das flores e meu pai deixou o quintal bem limpo para não termos nenhum foco do mosquito. Se cada um fizer a sua parte, teremos menos casos da doença”, diz.

INICIATIVA E PARCERIA – Já no Colégio Estadual Humberto de Campos, em Querência do Norte, estudantes do curso técnico em Administração propuseram um projeto em parceria com prefeitura para informar os estudantes e suas famílias sobre a dengue e sobre as medidas simples que podem ser adotadas por todos no dia a dia.

Diante do aumento de casos de dengue na cidade, os alunos elaboraram, junto com técnicos da Secretaria Municipal de Saúde, a proposta de um aulão bem detalhado sobre o mosquito e a doença e um momento de diálogo entre a comunidade escolar e os agentes de saúde da prefeitura, em que foram apresentadas as ações de combate à dengue realizadas pela administração municipal.  

Para o professor de Ciências e Biologia Tiago Davies, que ministrou a aula, o protagonismo dos estudantes é uma recompensa para os professores. “O projeto proposto por eles é um exemplo de como estamos formando cidadãos em sala de aula, preocupados com o que acontece na comunidade”, avalia.

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