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Colégio de Curitiba orienta quarentena a alunos que estiveram em áreas de coronavírus

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Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo / Arquivo
Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo / Arquivo

O Colégio Positivo está limitando o acesso em suas 14 unidades em Curitiba de alunos e qualquer outra pessoa que tenha visitado as áreas de risco do coronavírus. O período da limitação de acesso é de 15 dias após o retorno da viagem. Neste período, informa o colégio, os alunos afastados receberão os conteúdos didáticos e exercícios pelo portal da instituição de ensino.

O colégio afirma que não está exigindo quarentena de nenhum aluno. “As recomendações para que as famílias que tenham viajado recentemente para países de risco mantenham as crianças em casa são apenas orientações”, informa o Positivo em nota na tarde desta segunda-feira (2).

A medida contraria o Ministério da Saúde e é criticada por médicos infectologistas. Para o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, é lamentável. “Parece que estamos na idade média, quando os países tinham os lazaretos. Fazer qualquer medida contra um país específico é, no mínimo, irracional, pois não vai impedir a introdução da doença caso a origem não esteja na orientação da escola”, disse Oliveira. Lazaretos eram estabelecimentos que ficavam junto aos portos, aos quais se recolhiam viajantes procedentes de países onde havia epidemias ou doenças contagiosas.

A nota encaminhada aos pais contém orientações para as famílias que viajaram para os locais de risco com o pedido de “não encaminharem os filhos durante o período de possível incubação do vírus, além de orientações gerais sobre a doença e, principalmente, as maneiras de prevenção, que se assemelham às formas de prevenção de outras doenças mais próximas da realidade brasileira, como sarampo e influenza”.

O colégio diz que está oferecendo todo apoio pedagógico às famílias que optaram pelo afastamento temporário. Outras medidas de prevenção também foram tomadas, como campanhas educativas em todos os canais de comunicação do colégio, orientações em sala de aula e o reforço de álcool gel em todos os ambientes das escolas. O uso do ar condicionado também foi suspenso temporariamente para dar lugar aos ambientes abertos e arejados.

Em outros estados
Em outros estados, mais escolas estão tomando medidas contra o coronavírus. Em São Paulo, a Escola Avenues mandou informativo aos pais no mesmo sentido. “Solicitamos que as famílias que tiverem viajado a países impactados pelo vírus fiquem em quarentena por 14 dias após retornar ao Brasil”, consta no comunicado.

A escola paulista diz estar acompanhando informações das autoridades sanitárias e que suas decisões estão baseadas nessas e em outras fontes confiáveis. “Sabemos que essa medida pode gerar inconvenientes para algumas famílias. No entanto, acreditamos que é importante agir com cautela para reduzir o risco à nossa comunidade.”

No Maranhão, a Escola Crescimento pede aos pais que comuniquem imediatamente a direção caso familiar próximo ou aluno tenha viajado aos países com coronavírus e que “cumpra, no mínimo, 12 dias de observação, mesmo que não apresente sintomas”.

(Tribuna do Paraná)

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