Cotidiano

Penitenciária de Cascavel ganha horta orgânica

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Penitenciária de Cascavel ganha horta orgânica
Penitenciária de Cascavel ganha horta orgânica

A Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) implementou um novo setor de trabalho para os presos: uma horta orgânica. O objetivo do projeto, denominado Volta ao Campo, é prover uma alimentação ainda com mais qualidade aos detentos e, também, aos servidores do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) lotados na unidade, além da ressocialização, da remição de pena e da profissionalização dos detentos

continua após publicidade

“O mais importante neste trabalho todo é a transformação do apenado, principalmente aqueles oriundos do campo, que têm a oportunidade de participar de uma capacitação digna, que vai ao encontro ao que ele sabe e gosta de fazer. Como instituição de execução penal, acreditamos que somente com educação e trabalho é que a gente muda a realidade da prisão”, ressaltou o diretor-geral do Depen, Francisco Alberto Caricati.

A horta, que tem área inicial de 154 metros quadrados, é composta por 12 canteiros de plantio, com produção de verduras (como alface, agrião e rúcula) para consumo direto. Segundo os idealizadores, a expectativa é que sejam colhidos aproximadamente 5 mil maços por mês. Dez presos passaram por cursos intensivo para que essa expectativa seja cumprida.

continua após publicidade

Durante uma capacitação de quatro dias eles tiveram 20 horas de aulas teóricas e práticas sobre o funcionamento de uma horta, ministradas pelo educador ambiental do Conselho da Comunidade do município, Fabrício Nunes Cavalheiro. O órgão é parceiro do Depen no projeto.

“A capacitação teve o objetivo de dar a base inicial aos detentos e os primeiros conceitos de hortas, repassando conteúdos que trabalharam desde a análise do terreno, questões como luminosidade, qualidade da água, irrigação, doenças que podem acometer a plantação e como sanar esses problemas, assim como, fertilidade do solo e as técnicas de plantio”, explicou Fabrício.

De acordo com o educador ambiental, para que o resultado do trabalho seja produtivo, por conta das dificuldades de se produzir em uma horta orgânica, os presos implantados no setor recebem acompanhamento profissional a cada 15 dias. A produção excedente da horta será disponibilizada aos grupos e projetos atendidos pelo Conselho da Comunidade. Escolas municipais, centros de educação infantil e colégios estaduais estão entre os possíveis beneficiados, de acordo com disponibilidade das verduras.

continua após publicidade

Uma vez consolidado o projeto todo, outros dez custodiados na PEC devem se dedicar à horta, gradativamente. A ideia da direção da unidade é de que sejam formados dois grupos de trabalho, que se revezem nos períodos da manhã e da tarde e, assim, possam intercalar atividades da horta e de estudo.

“O projeto Volta ao Campo visa aliar os cuidados socioambientais às mais modernas técnicas de campo, horta e plantio, de modo que gere a produção de alimentos saudáveis, aprendizado e trabalho aos presos da unidade”, afirmou o diretor da PEC, Sebastião Monteiro.

De acordo com o diretor-geral do Depen, a oferta de mecanismos para a reinserção social e profissional dos detentos é constante nas penitenciárias de todo o Estado. “A modernização do sistema penitenciário do Paraná envolve uma série de fatores, um deles é fazer com que todos os presos do Estado estudem ou trabalhem. As nossas unidades prisionais têm se dedicado muito para que isso ocorra”, destacou.

“Com o projeto, o Conselho da Comunidade de Cascavel, em parceria com a PEC, pretende a reinserção profissional do preso por meio da educação ambiental, e ainda busca a melhoria da qualidade de vida e a profissionalização do detento para o futuro ingresso no mercado de trabalho”, completou o presidente do Conselho da Comunidade de Cascavel, Jair Dutra de Oliveira.